Triunfo de la Esperanza

Peguei do face de Ivana. Onde é que ela lembra e acha essas coisas?

Na adolescência entre os 14 e 20 anos por ai, o “Raíces de América” era o meu grupo musical favorito, não haviam bandas na época, eram conjuntos musicais.

Sempre fui meio fora de compasso, enquanto a maioria gostava de rock eu gostava de música latino americana e MPB, samba e sertanejo de raiz… Acho que eu estava a frente do tempo, depois, muito depois, é que fui me ligar no rock clássico, voltando as origens nos anos 50 e 60, enfim, a roda do tempo roda e eu vou no meu ritmo…

Deu saudades de ouvir musicas de qualidade poética e melódica, ritmos, sentimentos e lembranças de vida…

Mercedes Sosa… Violeta Parra… às vezes Volver A Los 17 é tudo o que eu precisava!

O Raíces de América interpretando a canção: “Triunfo de la Esperanza” de Oswaldo Avena e Facundo Cabral.

 
“…No hay hijos ni cosecha con la tristeza
Que digo con la tristeza!

Que no hay mejor futuro que un buen presente
Que digo que un buen presente!

El hombre solo es dueño de lo que goza
Que digo de lo que goza!

No hay fuerza que detenga a la esperanza
Que digo a la esperanza, con ella nadie me alcanza!

No hay peste más dañina que la ignorancia
Que digo que la ignorancia!

No hay hembra más inútil que la nostalgia
Que digo que la nostalgia!

La libertad es la madre de las bellezas
Que digo de las bellezas!

No hay fuerza que detenga a la esperanza
Que digo a la esperanza, con ella nadie me alcanza!”

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Vestido de festa

Festa de gala merece um vestido de gala, of course!

Acontece que com a greve, achei melhor ficar em casa e todos os preparativos para a viagem se atrasaram. Só consegui ver meu vestido na quinta feira de manhã, um pouco antes de viajar. Fui direto em uma loja que sabia ia encontrar algum vestido de festa bonito e que me servisse, afinal essa era minha maior  preocupação.

Entrei escolhi, vesti, serviu, ok… Liguei para Silvana para confirmar se poderia fazer a bainha lá em Natal, tudo certo, comprei e voltei para casa rapidinho.

Cheguei em Natal lá pelas 15:00h, às 16:00h já com Silvana  na costureira, era só vestir, marcar a barra e voltar na sexta de tarde para pegar e ir para a festa.

O vestido serviu em você? Nem em mim!

Não teve jeito do ziper fechar. Juntou Silvana, a mãe dela e a costureira para fechar o dito cujo e não conseguiram. Olhei a etiqueta para confirmar se era o número certo, pensamos que poderia ser porque eu estava suada, cansada, estressada, enfim simplesmente não tinha explicaçao. A não ser que a vendedora tenha trocado o vestido e eu trouxe um menor, mas a etiqueta confirmava o tamanho.

Passei a noite pensando num plano B, comprar um outro vestido é claro! Vai que quando fosse a noite o vestido não servisse mesmo? Otávio me deixou no centro e sai procurando um vestido bom, bonito e barato e que não precisasse fazer a bainha… acabei achando um quase perfeito e resolvi fazer a barra eu mesma. Comprei, cortei e alinhavei a barra, afinal a noite, num vestido escuro, quem é que iria olhar para meus pés?

Quando o vestido oficial chegou tentei novamente entrar dentro dele e de novo, foi preciso que Otávio, sua irmã e sua mãe tentassem fechar o ziper e nada. Então, remediado já estava! Fui com o plano B.

Acho que é assim que a vida funciona afinal, temos que por o plano B para funcionar, porque é muito difícil dar certo da primeira vez.

A festa foi óoootima!

Marta

Reporte anual 2011

Ano Novo?

Novo em que exatamente?

Um dia depois do outro para que possamos dar conta de bem viver nossa própria vida, e já é suficiente…

De novidade, novidade mesmo, recebi o reporte anual do WP mas ainda não consegui publicar no blog, deve estar faltando algum passo exotérico para liberar o link.

Por enquanto anotem ai:

https://martagaino.wordpress.com/2011/annual-report/

“Que tudo se realize neste ano que acabou de nascer”…

Festival 67

Aqui não é twitter mas estou em casa me deliciando com um programa no Canal Brasil que está apresentando a história dos festivais, esta noite, de 1967.

Chico Buarque com Maria, Carnaval e Cinzas, Caetano com Alegria, Alegria, Gil com Domingo no Parque e os Mutantes, Edu Lobo e Capinam com Ponteio (Marilia Medalha fantástica!)  – Quem me dera agora eu tivesse a viola para cantar…

Críticas e autocríticas; festivais em plena ditadura!

Eu era criança mas me lembro das músicas e de acompanhar esses músicos por toda minha vida e ainda hoje os amo de paixão, porque minha juventude foi construída sobre a Roda Viva, com o vocal do MPB4 … O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração… Ah! Com certeza foi o mundo então que cresceu…

A banda passa e a moça fica na janela, enquanto o amor se desfaz na roda gigante, porque quem sabe faz hora e não espera acontecer!

Não importa a classificação, todos os artistas com todas as músicas representavam a vida pulsando dentro do peito do jovem e das famílias que se traduziam dentro de cada uma, em cada momento, de cada canção vitoriosa.

MPB, rock, contestação, jovem guarda, ieieie, tropicália…. Quem somos nós enfim?

Quem sou eu senão a tradução do que sorvi durante a década de 70?

Histórias velhas? Não!

Histórias de jovens de 20 anos que fizeram história.

E o que temos hoje?

 

 

 

Viagem ao espaço

VI CBGP 2011 – Congresso Brasileiro de Gerenciamento de Projetos – Fortaleza/CE

O Congresso foi ótimo!

No primeiro dia aconteceu um fórum especial sobre experiências de gestão de projetos na área governo. Só de saber que não estou sozinha nessa jornada já valeu a viagem.

No segundo dia, palestras diversas sobre vários temas importantes, com palestrantes expoentes nacionalmente.

Fomos agraciados com a palestra de Marcos Pontes falando sobre como conseguiu se tornar o primeiro astronauta do hemisfério sul. De modo emocionante e verdadeiro, como um bom moço de Bauru que ele é, nos contou que sempre manteve a fé de que iria conseguir realizar seu sonho de menino, que era voar. Voou muito mais longe do que sonhou…

O que ficou gravado em mim foi que é necessário manter a fé em si mesmo, é preciso acreditar que nossos sonhos são pedidos do coração e que ele, muito mais do que a razão e o pensamento,  sabe sobre quem somos e o que é melhor para nós.

Contou-nos como que ao longo dos anos, foi estudando e querendo conhecer cada vez mais, como essa atitude instintiva o colocou à frente de outros apenas por estar preparado quando as oportunidades se apresentaram, e sobre o apoio que sempre recebeu de pessoas próximas e queridas que o estimulavam a continuar acreditando em si mesmo.

AstronautaNunca pedi autógrafo de ninguém, mas dessa vez fiquei na fila para tirar foto com ele. Na foto eu, Marcos Pontes e Eleine Passos, diretora do PMIBA. Talvez isso tenha sido o mais perto que eu tenha chegado de estar no azul infinito do céu, ou talvez tenha sido apenas mais um pedido do meu coração dizendo – vá, faça sua vontade! Mas com certeza sua palestra reacendeu algumas estrelas que estavam quase apagadas de tanto me dizerem mude criatura, desse jeito você não chegará a lugar nenhum…

Só eu e meu coração sabemos onde quero e onde posso chegar!

Ainda mais quando se completa 50 anos e se tem tempo sozinha para pensar na vida…

Marta

Cabelo tipo nuvem

Nostalgicamente eu sou do tempo (!) em que escolhíamos shampoo para cabelos secos, oleosos ou normais… e só… Não era difícil… você ia no supermercado e escolhia entre as poucas marcas disponiveis o tipo que mais se parecia com seu cabelo e vivíamos felizes com isso.

Hoje, oh drama, temos tantas opções, tipos e marcas, que sinceramente às vezes não consigo escolher e acabo pegando vários para fazer uma combinação na hora do banho.

Tem shampoo sem sal, antiresíduo, dois em um, com protetor solar, tonalizante, anticaspa, antiqueda, antifrizz, para cabelos finos, para cabelos tingidos, ressecados, lisos, cacheados, encaracolados, pontas oleosas e raiz seca, raiz oleosa e ponta seca, com plantas, com frutas, com vegetais diversos, para cabelos tratados quimicamente……….

Ainda existe o bom e velho shampoo de ovo?

Isso tudo foi despertado pelo belíssimo comercial de shampoo da Natura Plant, nem sei se o produto é bom, mas as mulheres falam de seus cabelos com tanta ternura que me fez pensar o quanto eu tenho brigado com meu cabelinho  fino, fraco e ralo… quanto eu já gastei com hidratações, cortes, tinturas e outros  tratamentos… até que cheguei a conclusão de que meu cabelo é feito de nuvem e que contra isso não existe nada que tenha sido inventado pelo homem ainda.

Portanto, resta-me ver e ouvir o lindo comercial e ficar pensando…

Cabelo, cabelo meu… não decorei a letra ainda… você é a melhor tradução do que sou eu…

Amor além da vida

Cheguei em casa cansada hoje e fui recebida pelo meu hóspede que não para de latir para mim. Estava pensando que ele já havia se acostumado comigo porque sábado e domingo até que brincamos um pouco, mas parece que segunda-feira chega para apagar as lembranças do final de semana até dos cachorros.. rsrs…  Enfim…

Vasculhando a TV parei num canal em que estava passando o filme “Amor além da vida”. Acho que deve ser a quinta vez que assisto esse filme e sempre me emociono, cada vez é diferente, cada vez vejo, ouço e percebo coisas diferentes em mim em cada cena…Deve ter sido por causa desse filme que despertou o desejo de pintar para representar em cores os sentimentos que não consigo descrever em poesia… Mas isso também, cores e palavras, às vezes se esvanecem e ficam longe de mim por um tempo… O filme coloca tudo em outra perspectiva… realmente além da vida… além dessa vida corriqueira que vivemos em nosso dia-a-dia… além do que enxergamos quando estamos envolvidos com nossos pequenos problemas diários…

Em resumo, a vida é o que somos capazes de sonhar e realizar… aqui… ou além da própria vida…

Marta

 

 

Onira rosa

A cor de Onira é rosa – acertei sem saber!

Rosa nunca foi minha cor, sempre preferi o vermelho, o vinho, o ocre, o laranja… sempre achei que rosa era cor de menininha, e eu definitivamente não sou uma menininha cor de rosa, mas…, sempre existe um mas em tudo de nossa vida…, um dia me reconheci dentro do rosa e assumi.

Oia Onira, que rosa eu seja!

Marta