Árvore de família

Hello people,

Quanto tempo, quantas saudades… mas a vida é assim mesmo, muita coisa para fazer e pouco tempo para dar conta!

Tenho uma grande novidade para vocês.

– Como eu estava sem nada para fazer,  dei a ideia para a minha irmã Ivana montar a árvore genealógica da família e ela se empolgou e já estamos chegando na casa de 400 pessoas catalogadas, em sete gerações – do trisavô ao primo de 3ºgrau (meus primos-netos) … kkk … isso é uma loucura!

Começou assim, ela cadastrou em um site especializado nossa família nuclear – pai/mãe, filhos e netos. Dai começamos a expandir para os irmãos de nossos pais, e seus filhos, netos e bisnetos… depois subindo para a geração dos avós, bisavós e trisavós, que foi até onde conseguimos chegar com os documentos que conseguimos até agora. Ela investiga no facebook e eu escrevo “cartas-súplicas” para que os primos nos ajudem enviando seus dados e de suas famílias. Mas Ivana está avançando praticamente sozinha “detetivando” no facebook… kkk … Conseguimos ajuda das primas mais próximas, apesar da distância física – Francieli, Rita, Célia, Eni e Bete (pelo lado de minha mãe) e de Ana Regina (pelo lado de meu pai), mas falta muito ainda, muito mesmo!

Um pouquinho da história de nossa família:

A família de meu pai é descendente de escravos de cidades de Minas Gerais. Diz a lenda que meu avô Virgílio da Silva foi entregue para ser criado por padres, tinha alguns irmãos mas nunca soubemos quem eram nem mesmo seus nomes. Minha avó Maria de Paula, nunca falou sobre irmãos, então não sabemos se ela os tinha ou se também foi separada deles. E isso é tudo o que sabemos da história anterior deles antes de se casarem. Eles tiveram 13 filhos, dos quais meu pai era o mais novo. E meu avô, que era muito inteligente e culto para os padrões da época (pela educação religiosa que recebeu) resolveu inovar na hora de registrar os filhos. O primeiro filho se chamava Olívio e para combinar foi registrado com o sobrenome Oliveira. A partir do segundo filho, um recebia o nome da Silva e o outro de Paula, desse modo a família foi sendo distribuída entre os dois sobrenomes. Por sorte ou azar, nunca tivemos herança para dividir kkk

Cada um desses irmãos tiverem vários, muitos, filhos.  Meu pai tinha sobrinhos muitos anos mais velhos que ele, e isso fez com que nós perdêssemos o fio dessa meada, e só conhecemos os filhos dos irmãos mais novos e próximos de meu pai, isto é, de apenas 3 irmãos, e está sendo quase impossível encontrarmos alguém conhecido que se lembre de quem eram eles. Mas estamos procurando, aliás a Ivana está procurando por que ela tem o instinto e sangue de investigador-agente-secreto-cibernético-facebookiano que eu não tenho… eu só dei a ideia kkk…

Já a família de minha mãe veio da Itália, madona mia!

Temos uma certidão do Museu do Imigrante que registra a chegada de meus trisavós no Brasil em 1887, e assim começou a família Ferrari-Ortolan. Minha Nona Maria Ortolan tinha mais quatro irmãos, meu Nono Henrique Ferrrai tinha mais nove irmãos, todos esses tios-avós tiveram muuuuuuitos filhos, numa média de 10 cada um, e cada um desses tiveram lá os seus 6 ou 7 filhos também, é uma conta quase exponencial que está nos levando a marca de 400 pessoas identificadas em sete gerações! Uma delícia de  loucura italiana!

Mas de tudo isso o que tem me deixado encantada com esse projeto é que conversando com minha irmã e com  minha mãe estamos resgatando nossa infância, lembrando dos primos que já estavam perdidos na memória, procurando e pedindo fotos antigas, e minhas queridas primas que se integraram nessa odisseia, também já estão “contaminadas” pelo desafio de construir essa árvore porque todas nós queremos nos aproximarmos novamente, e todas nós queremos ver até onde vamos conseguir chegar, por que os Ortolan estão perdidos no passado, não conseguimos encontrar nenhuma pista deles até agora.

Um beijão a todos Silva-Paula e Ferrari-Ortolan desse meu Brasil…

P.S. – Gainos, aguardem que sua árvore já está sendo preparada também!

Marta Gaino

 

Eu sou surda oralizada

A tempos que não falo de mim e de meus sentimentos, mas esse mês de agosto entrou com força total em meu coração, muitos insights e muitos “você vai acordar quando, bela adormecida?”

Então as palavras começaram a brotar novamente e era preciso fazer esse depoimento para poder ajustar algumas coisas em minha vida. Prestem atenção e me digam depois o que entenderam…

Estava na hora de trocar meus aparelhos auditivos por um par novo, afinal os atuais já tem quase 5 anos…

Comecei a procurar na net por modelos e marcas e principalmente preços, apesar de que nenhuma empresa  tem a coragem de colocar os preços em seus anúncios, bom o importante é que durante a pesquisa encontrei um blog que falava sobre os problemas de perda auditiva, escrito por uma pessoa surda e não por profissionais que estudam mas que na realidade não sabem o que é ser surdo.

O blog é o “Crônicas da surdez” escrito pela jovem Paula Pfeifer, gaúcha de Santa Maria… toda vez que entro no blog penso em o quanto ela está pertinho de André que está lá em Caçapava do Sul/RS estudando lá no frio…

Cronicashttp://cronicasdasurdez.com/

Nesse blog Paula simplesmente conta sua aventura de viver com a deficiência auditiva desde menina, a adolescência e a vida adulta como profissional e mulher dinâmica poliglota que ama viajar e se define como uma “perua”, que eu entendo ser no bom sentido porque eu também me considero uma perua depois dos 50… kkk…

Mas o mais interessante disso tudo é que ela está para fazer um implante coclear. Para quem não sabe e não tem obrigação de saber:

“ O implante coclear é um dispositivo eletrônico de alta tecnologia, também conhecido como ouvido biônico, que estimula eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo, a fim de ser decodificado pelo córtex cerebral.” http://www.implantecoclear.com.br/

Traduzindo: os sons vão ser jogados e entendidos dentro do ouvido, diretamente no cérebro da pessoa, sem intermediários como os aparelhos  por exemplo, garantindo que o surdo possa decodificar os sons e entender o mundo sonoro.

Digo mundo sonoro porque aprendi com ela que existe vários tipos de surdez. Existe o surdo mudo que não aprendeu a falar, pois nunca ouviu (essa é minha interpretação), existe o surdo sinalizado que é aquele que não ouve e não fala oralmente mas se comunica através de Libras (língua brasileira de sinais) e existe o surdo oralizado que é aquele que ouve numa escala de perda leve/moderada/severa/profunda, que em algum momento da vida aprendeu a falar e que consegue se comunicar através da fala e da leitura labial, que precisa de aparelhos auditivos para melhorar a qualidade e percepção dos sons.

Tudo isso eu não sabia a respeito de minha perda auditiva. Eu sabia apenas que os otorrinos não conseguiam fechar um diagnóstico sobre o meu problema e que com os AASI – Aparelho de Amplificação Sonora Individual eu poderia me integrar e participar da vida como ela é, afinal o mundo não para porque eu não o escuto.

Sobre o Crônicas, cada vez que leio os depoimentos das pessoas que acompanham o blog me identifico com suas experiências porque em algum nível de similaridade eu já passei por aquilo, coisa difícil de explicar para quem ouve tudo sem dificuldades. Sobre Paula fiz uma imagem mental dela como sendo uma Penélope que fica a tecer indefinidamente sua tapeçaria conduzindo a agulha no tear e traçando um caminho em que todos nós podemos ser costurados juntos, construindo uma comunidade etérea de amigos próximos apesar da distância física e cultural que nos separa. Então o blog é um grande tear de bordado, nós somos as linhas e Paula é a tecelã que sem querer ou saber, está fazendo um lindo trabalho de integração e conscientização sobre o que é ser surdo, os problemas e as dificuldades de quem não ouve, não entende e pensa que seu problema é único, assim como eu pensava por pura ignorância do assunto.

Aos poucos vou me lembrando que devo estar perdendo a audição desde sempre. Outro dia me lembrei quando ouvia e cantava músicas com Ivana, minha irmã, e ela dizia – você canta tudo errado! Lembra disso Ivana? Hoje eu penso que eu cantava as letras erradas porque era o que eu entendia que estava sendo cantado, e quando canto lendo a letra consigo depois gravar mentalmente e cantar a letra certa. Antes parecia que era apenas porque eu era desligada ou não prestava atenção ou não me interessava pelo assunto. Logo música que eu amo!

Na escola, na faculdade, nas pós-graduações que fiz, sempre a necessidade de estar sentada na primeira fileira, precisava e preciso prestar atenção no que o professor fala e só depois escrever, o que é bem difícil porque eles ficam de costas, de lado, andando lá na frente de um lado para o outro feito aqueles patinhos na linha de tiro dos parques de diversão. Então acho que isso tudo era porque eu já não ouvia direito e não sabia. Mesmo depois de meu diagnóstico de perda auditiva aos 40 anos em 2001, mesmo depois de várias audiometrias, eu não havia me dado conta de que sou surda, apenas achava que tinha dificuldade de ouvir, porque a palavra surdez e tudo o que ela significa incomoda muito e você não quer isso para você nem para seus amigos.

Mas como sou uma pessoa “maravilhosa” e “modesta”, kkk,  assim que coloquei os AASI nos ouvidos e percebi o quanto eu não ouvia e o quanto eu deixava de entender os sons e as palavras, assumi definitivamente minha necessidade de usar aparelhos, mas ainda assim só fui entender que sou surda ao ler o blog de Paula, e isso abriu um novo canal interno em mim.

No mês passado, em uma reunião de trabalho, minha amiga Tina colocou um vídeo para fazer uma integração entre os presentes e  eu viajei no tempo em que cantava no coral. Pude fazer uma interpretação juntando Paula, Ivana e Tina de um modo que me redefini por dentro e ganhei uma força interna que eu já havia perdido ao longo desses 12 anos em que descobri minha perda auditiva.

O diagnóstico “mal formado” pelas fonos e otorrinos é que tenho uma perda de 40%, simétrica nos dois ouvidos, equivalente ao esperado para uma pessoa de 80 anos (isso quando eu tinha 40, imaginem agora), sem que tenha sido encontrado uma causa plausível para a doença (!?), donde eu concluo que a validade de minhas células ciliadas já está vencendo, e não há nada que eu possa fazer a respeito, a não ser aceitar e saber conviver com isso. Que é o que eu estou fazendo nesse exato momento!

Vejam o vídeo http://youtu.be/cSlGocYJ2Dk e a minha interpretação do tema

GLEE Imagine (Official Music Video)

  • Há vários tipos e níveis de surdez;
  • Perdas auditivas leve, severa, moderada ou profunda;
  • Existem surdos oralizados;
  • Surdos sinalizados e surdos mudos;
  • E entre estes os que são sinalizados ou não;
  • Surdo oralizado é aquele que teve contato com a língua falada antes de perder a audição;
  • Surdos sinalizados são aqueles que se utilizam da linguagem de sinais para manter comunicação, quase sempre exclusivamente dentro da uma comunidade composta por pessoas que também conhecem os códigos (Libras);
  • Cada um com sua dificuldade de entendimento e comunicação, cada um vivendo em seu mundo fechado ou semi-aberto;
  • Para que exista a comunicação externa é preciso que exista um interprete que consiga fazer a ligação entre os dois mundos, o mundo do silêncio e o mundo falante;
  • No vídeo, esse interprete conduz o grupo do coral através do ritmo da música que todos sentem vibrar no corpo mesmo que não a ouçam, e é através do solista líder que conseguem canta-la com os sinais compartilhados por todos;
  • Mas para que a comunicação seja efetiva é preciso que do outro lado, no mundo ouvinte e falante, haja quem se disponha a sair de sua zona de conforto para compreender os códigos, avançar e unir-se a quem está em movimento;
  • Essa pessoa que começa a cantar com o coro e equaliza sua capacidade de fala às dificuldades do intérprete e a linguagem dos sinais do grupo é quem verdadeiramente gira a chave da mudança;
  • Depois dessa porta aberta todos podem ver o espaço e o caminho para fazer parte do show, do processo, não importa sua dificuldade individual, não importa em que ponto do processo você está;
  • Importa o quanto você está disposto a participar do show e do sucesso da apresentação.

Diga ai: como é que você se comporta e interage entre esses dois mundos – o do silêncio e o falante ?

Beijos amigos,

Marta Gaino

Só passando

Oi, estou só passando rapidinho para dar um beijo, um abraço e um aperto de mão.

Esse mês tá dificil, sem tempo até para pensar no que fazer…

Mas tudo bem, em 2013 vocês terão uma Marta Nova, tudo novo, num mundo novo…

Bye,

Marta

 

 

Triunfo de la Esperanza

Peguei do face de Ivana. Onde é que ela lembra e acha essas coisas?

Na adolescência entre os 14 e 20 anos por ai, o “Raíces de América” era o meu grupo musical favorito, não haviam bandas na época, eram conjuntos musicais.

Sempre fui meio fora de compasso, enquanto a maioria gostava de rock eu gostava de música latino americana e MPB, samba e sertanejo de raiz… Acho que eu estava a frente do tempo, depois, muito depois, é que fui me ligar no rock clássico, voltando as origens nos anos 50 e 60, enfim, a roda do tempo roda e eu vou no meu ritmo…

Deu saudades de ouvir musicas de qualidade poética e melódica, ritmos, sentimentos e lembranças de vida…

Mercedes Sosa… Violeta Parra… às vezes Volver A Los 17 é tudo o que eu precisava!

O Raíces de América interpretando a canção: “Triunfo de la Esperanza” de Oswaldo Avena e Facundo Cabral.

 
“…No hay hijos ni cosecha con la tristeza
Que digo con la tristeza!

Que no hay mejor futuro que un buen presente
Que digo que un buen presente!

El hombre solo es dueño de lo que goza
Que digo de lo que goza!

No hay fuerza que detenga a la esperanza
Que digo a la esperanza, con ella nadie me alcanza!

No hay peste más dañina que la ignorancia
Que digo que la ignorancia!

No hay hembra más inútil que la nostalgia
Que digo que la nostalgia!

La libertad es la madre de las bellezas
Que digo de las bellezas!

No hay fuerza que detenga a la esperanza
Que digo a la esperanza, con ella nadie me alcanza!”

Fevereiro é só festa!

Ainda sobre o tema formaturas, fomos participar da formatura de Rodrigo, filho mais velho de Silvana e Marcelo, amigos irmãos que moram em Natal.

Não deu para acompanhar todos os eventos e só conseguimos ir ao baile, mas valeu a pena para matar as saudades e compatilhar da felicidade deles. Rodrigo se formou Advogado já com aprovação na OAB e contratado pelo escritório onde estagiava. Sucesso Rodrigo.

Sempre que estamos juntos nos lembramos da amizade entre os meninos e como os 4 cresceram juntos, numa escadinha de idades.

Fotos de antes e depois e de agora…

Nosso futuro

Viva para realizar seus sonhos, seus desejos, seu futuro!

Quem vive apenas para sobreviver ao dia de hoje, na realidade já acorda morto para a vida.

Volte ao seu passado quantas vezes for preciso para aprender com seus erros e acertos.

Pare e pense sobre como fazer isso ou aquilo, experimente, teste, realize hoje, mas olhe para o amanhã, porque é lá que está o resto de sua vida.

É no futuro que nós nos realizamos.

É no futuro que podemos olhar para trás e dizer: Uau!

Marta

FORMATURAS

Este ano completo 10 anos de formatura, um caso sui generis confesso, afinal eu tinha o dobro da idade de minhas colegas de classe e provavelmente todas elas assumiram suas funções como Assistentes Sociais e eu, como sempre, acabei seguindo por outra direção.

Não que eu não me utilize dos conhecimentos, conceitos e técnicas da profissão, apenas tenho outra visão,  outra missão…

Coisas de Marta… Coisas de Oia Onira…

Estou à procura das colegas formandas para fazermos uma festa de Re-formatura em julho deste ano, já conseguimos encontrar 08 das 46, falta pouco…

O interessante desse caso é que este ano também teremos, agora em fevereiro, a formatura de Cecília minha sobrinha-afilhada, e possivelmente em agosto a formatura de Pedro, meu filho (sem festa porque ele quer viajar pelo mundo!)

Festa, festa, festa… tem coisa melhor que isso?

Marta