Nosso futuro

Viva para realizar seus sonhos, seus desejos, seu futuro!

Quem vive apenas para sobreviver ao dia de hoje, na realidade já acorda morto para a vida.

Volte ao seu passado quantas vezes for preciso para aprender com seus erros e acertos.

Pare e pense sobre como fazer isso ou aquilo, experimente, teste, realize hoje, mas olhe para o amanhã, porque é lá que está o resto de sua vida.

É no futuro que nós nos realizamos.

É no futuro que podemos olhar para trás e dizer: Uau!

Marta

Fosse eu…

Fosse eu uma Sereia,

Nadaria nas profundezas

E nas cristas das ondas

Dos mares e oceanos quentes

A me perder nas delícias das águas

Em companhia dos peixinhos do mar.

Mas eu sou Marta e não sei nadar,

A não ser em meus sentimentos e emoções

Que turbilham em meu peito

Remexendo as profundezas de mim,

Muitas vezes sem companhia.

Fosse eu uma Estrela,

Percorreria todo universo disponível

Vasculhando os espaços e os orbes

Que flutuam amarrados em seus sóis

Causando inveja naqueles

Que tem seus pés fincados no chão.

Mas eu sou Marta e não sei voar,

A não ser em meus pensamentos

Que insistem em escapar da cabeça

Movimentando todos os átomos e moléculas de meu corpo

Que querem simplesmente se espalhar e construir

Os caminhos que sei que são possíveis fora de mim.

Fosse eu uma Flor,

Seria multicolorida e perfumada, só para confundir os passantes

Que perguntariam confusos: que flor é aquela afinal?

Pois não se parece com nenhuma outra já vista ou conhecida

Sempre aberta a ofertar suas pétalas para embelezar o dia.

Mas eu sou Marta e sou alérgica a perfume,

Então não posso dar o que não tenho,

Que se virem e gostem de mim assim

Porque se precisarem de cor, estejam à vontade,

Gosto mesmo de colorir o mundo e alegrar o ambiente

Mas deixem minhas pétalas em paz,

Porque dói um bocado quando querem arrancá-las de mim!

Fosse eu um Bolo,

Seria feita de chocolate amargo com biscoito de polvilho

Porque não existe torta mais gostosa do que essa no mundo

Mas eu sou Marta e chocolate engorda…

Fosse eu uma Sentença Matemática,

Teria muitas alternativas e várias incógnitas

Para que os experts quebrassem a cabeça tentando me resolver

Mas eu sou Marta e matemática nunca foi meu forte,

No entanto o gosto pelos desafios é o que me faz viver!

Marta Gaino

Novembro/2011

Metades

Há um bom tempo atrás, na época em que eu andava inspirada e escrevia muito, escrevi uma poesia que tentava traduzir meus sentimentos sobre a sensação de viver dividida, em partes, sempre em busca da metade que me faltava.

Gosto muito dessa poesia porque ainda hoje ela aguarda respostas, portanto ainda faz parte de mim.

Ontem recebi um poema de Ferreira Gullar e fiquei com a sensação de que o sentimento e o pensamento do poeta responde algumas questões,  então resolvi colocar as duas poesias juntas, quem sabe elas não conversam entre si?

Metade 

Ferreira Gullar

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio…

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste…
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

 E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…
também!

Nossas metades

Marta Gaino

Como fazer amor se ele ja nasce pronto, sem precisar de retoque.

Se nasce no olhar junto com o desejo de se aproximar, do toque.

De estar junto, preenchendo os vazios da alma que caminha sozinha,

Perdida em si mesma à procura de sua metade separada desde o paraíso.

Que paraíso é esse que encontramos vezes seguidas em nossa vida,

O qual não reconhecemos e onde não sentimos a presença de quem nos completa,

Até que já tenha partido, absorto em sua procura,

Sem ter nos encontrado também…

Voltar a viver no paraíso ao lado dos anjos que entendemos como nossos

Na busca da felicidade, à procura do amor que já nasce feito,

E nos aguarda na união dos corpos que se entregam com paixão

Completando o que foi dividido desde o inicio dos tempos, na criação do amor.

Marta

Quase poesia

O que já tenho de mim que terei daqui 10 ou 20 anos?

Qual o futuro que me espera?

Qual o futuro que vou construir?

Quem é ou será o meu guia?

Arrancando de dentro de mim e jogando para fora aquilo que me impede de ver e seguir pelo caminho que devo traçar para ir adiante.

Onde estão a música,  a poesia e a sensibilidade artística?

Onde está aquela pessoa sensível que existe dentro de mim e que se escode quando está machucada?

Como acalmar o externo que me invade e toma conta fazendo com que eu aja prontamente, resolvendo sem pensar ou sentir tudo o que me aparece pela frente.

Não quero apenas ter razão. Quero sim é que entendam minhas razões porque elas são justas e verdadeiras, não apenas invenções de meu coração.

Não é preciso falar em sacríficios para justificar o passado. O futuro não é feito de sofrimento, mas sim de sonhos.

O presente é realizado com coragem e esperança de alcançar esses sonhos.

Marta

Para guardar no coração

Guardar no coração para que a mente force o corpo a andar no sentido necessário, para seguir a vida, para que faça acontecer nossos sonhos e desejos, para que não se morra sem se ter tentado viver;

Guardar no coração para que se possa viver das lembranças, quando o coração parar de bater, esperando que a vida passe sem deixar tantas feridas;

Guardar no coração para que o sangue leve para todo o corpo, o perfume e sabor, que dá vida num minuto de alegria e beleza, que pode ser resgatado quando for preciso acordar e viver de novo;

Guardar no coração para se ter certeza que é possível mudar sempre, se mantivermos em nós a essência do que somos, num frasquinho inviolável, lacrado a vácuo, mergulhado no profundo de nossa alma;

Guardar no coração para sabermos quem somos afinal, e porque desejamos ou sonhamos o que nos faz diferentes e únicos, e pelo o que vale a pena lutar;

Guardar no coração para que no futuro tenhamos histórias para contar a nós mesmos, para termos certeza de que conseguimos ser o que nos foi destinado nesta vida;

Guardar no coração as cartas, poesias e todo o romance que vivemos um dia, para que ele sobreviva à nossa própria vida e encha de amor, cor e calor, os que vierem depois e que precisem como nós, simplesmente acreditar que é possível viver feliz!

Marta

Mudanças

Já me acostumei com meu caderninho de bordo.

Voar sem ter onde escrever os pensamentos que me acometem durante a viagem, me parece hoje inconcebível.

Como o vôo foi rápido deu tempo de escrever uma poesia pequenina, mas que traduz uma parte da ebulição que meu coração vive no momento.

Aguardemos os acontecimentos.

Mudar sempre,

Para ter certeza que continuo

Viva por dentro.

Mudar sempre,

Para saber que posso alcançar

As visões que tenho do futuro.

Mudar sempre,

Para me convencer de que posso

Tudo o que quero de coração.

Mudar sempre,

Para que fique bem claro

Que a felicidade se constrói aos poucos.

A cada passo,

Mesmo que o caminho siga

Em direções diferentes à sua frente.

Bj

Marta

Carnaval II

Rio de Contas, 12/02/2010, 19:15h

Saímos de SSA às 06:00h da manhã, seguimos até Feira de Santana, de lá até Itaberaba, depois até Andirá, erramos o caminho passamos por Wagner chegamos quase a Lençóis e voltamos (essa é uma história à parte).

De Andirá fomos a Mucugê onde almoçamos, conhecemos o cemitério bizantino, que dizem ser o segundo mais bonito dos dois que existem no mundo ?!

Depois seguimos até Jessiape. Até ai foi tudo muito bem, admiramos a chapada pelo lado sul que eu não conhecia, sol e linda paisagens, mas  nos 40km finais até chegar em Jessiape atravessamos um trecho off road com Magnólia, minha querida Idea laranja,que eu não acredito que o fizemos até hoje!

Eu a ouvia reclamar: cadê minha tração 4X4? Só podia  rezar e tentar consolá-la pelo caminho.

Nossa sorte é que os primeiros 20 km de terra estavam bem conservados no trecho da subida da serra, porque os últimos 20km na descida era pedra pura, em alguns trechos via-se as lajes da montanha saindo da terra vermelha e  lá se foi o alinhamento e compostura de minha Idea… oh my darling…

Enfim chegamos! 18:30h… O celular não funcionava na estrada desde Feira, aqui no meio da chapada não tem sinal  de satélite, acho que as pedras bloqueiam tudo, então estou fazendo um diário para contar no blog quando puder.

Pelo caminho tirei muitas fotos, de morro, de pedras, arvores, flores e até de um bezerro lindinho que apareceu em nossa frente na trilha de pedras. Vai estar tudo lá no picasa.

O pensamento consentiu que pudesse aflorar também uma pequena poesia, que encerará a narração de hoje.

Mar da Chapada

Quando estou em frente ao mar

Sinto uma paz contagiante

Que me acalma e completa

E basta molhar os pés

Para que eu seja

Inteiramente absorvida por ele

Quando estou na Chapada

Sinto uma força e energia

Que emana das pedras

Que me insufla até que

Cada célula de meu corpo

Esteja carregada e vibrante

Quando estou aqui escrevendo

Sinto que não existem palavras

Que possam transmitir

Todos os sentimentos e emoções

Que o mar revolve em mim

Ou que esta Chapada faz brotar

Porque ambos em seu esplendor,

Imensidão e exuberância

Fazem com que meu coração pare de bater,

Mude de ritmo

Para conseguir decifrar

A beleza que meus olhos vêem.

Pedra do fundo do mar da chapada

Dizem que a chapada era mar há milhões de anos atrás, algumas pedras confirmam isso, talvez minha pequena poesia estivesse querendo juntar os dois novamente.

Marta

Faróis

Quando o sol se põe

E ilumina de dourado e lilás este meu céu

É o momento exato de olhar para os faróis

Que aguardam ansiosos para brilharem

Mais uma vez,

Na noite,

Mar adentro …

Acendem com uma luz forte, intermitente

Num piscar continuo

Para avisar aos navegantes

Cuidado! Este mar é meu!

Venha por onde te ensino.

Ingenuidade serena de quem guia

E de quem se deixa ser guiado

Brincadeira de criança

Que o sol permite que aconteça

Enquanto ele mesmo admira e ilumina a Lua

Que dança soberana prateando os mares,

Enquanto os faróis acendem e apagam

As certezas que temos

De que seguimos pelo melhor caminho

Meus caminhos, meus faróis

No alto dos morros,

À beira de penhascos,

Na ponta da praia,

Esperando o instante de fazer brilhar

Novamente o meu coração.