Rir de mim

Faz tempo que eu não rio de mim mesma, mas ontem aconteceu de novo. Dei um fora tão grande que a única opção foi rir para não chorar de raiva!

Não sei se já contei, mas coisas memoráveis desse jeito já aconteceram outras duas vezes comigo, é claro que minha mente deve ter apagado outras tantas, até para manter minha sanidade e integridade física mental…

A primeira vez que me lembro foi em 98/99, uma colega de trabalho me convidou para seu casamento, recebi o convite e confirmei presença.

Note bem: moro em Lauro de Freitas e o casamento e festa eram em Salvador. Já foi um esforço grande convencer Otávio a sair num sábado à noite e ir para SSA numa festa em que ele não conhecia ninguém, enfim fomos.

Chegamos atrasados, mas a noiva também estava, então nos acomodamos e ficamos esperando os acontecimentos. Comecei achar estranho porque não conhecia ninguém, olhei o noivo e não me pareceu ser o mesmo das fotos que ela me mostrou, me incomodei até que fui perguntar à organizadora do casamento se este era o casamento de minha amiga, pois já estava achando que estava na igreja errada.

Quando perguntei, a moça olhou-me com um ar de espanto e disse quase com pena, esse casamento foi ontem! Minhas pernas tremeram, Otávio não acreditou e quase me fuzilou com o olhar… Agradeci meio sem jeito, entramos no carro e voltamos para casa, no meio do caminho acabei rindo e fazendo piada de mim mesma toda arrumada sem ter festa para ir.

A segunda vez foi mais tragicômico. Recebemos a notícia que a mãe de um amigo havia falecido de madrugada e o enterro seria às 14:00h. O pessoal do trabalho combinou de irem juntos ao velório, mas eu tinha um compromisso no horário do almoço de decidi ir direto apenas ao enterro. Resultado: sai correndo do almoço e fui para o Campo Santo, quase no centro de SSA, cheguei lá procurei pelo velório/enterro, por alguém conhecido, perguntei se já havia sido enterrado e nada. De repente me bateu aquela vozinha de dentro, será que você errou de cemitério? Não deu outra. Liguei para uma colega que disse que estava no Jardim da Saudade, do outro lado da cidade. Sai feito uma maluca no trânsito e fui para o outro cemitério, cheguei a tempo de ver as pessoas voltando para os carros. Nem desci do meu, dei meia volta e fui trabalhar. Depois conversei com o colega enlutado, dei meus pêsames e fiz de conta que não aconteceu nada.

Ontem, não foi por menos. Tinha uma reunião importante do grupo de projetos que estava agendada há uns 15 dias, com vários lembretes para que ninguém faltasse, eu inclusive já havia confirmado presença. Marquei no Outlook, me organizei e sai uma hora antes para evitar o trânsito. Cheguei cedo e dei uma passadinha no shopping ao lado da faculdade para passar o tempo. Quando estava no horário fui para o prédio da faculdade e comecei a procurar a sala. Rodei os quatro prédios da escola, pedi informação, tentei ligar para um dos colegas organizadores e nada. Parei um pouco, respirei, e tentei ligar de novo. Cesar me atendeu com aquela voz de surpresa…

– Cadê você mulher?

– Estou aqui na FTC, já andei tudo por aqui onde é a reunião?

– É na FIB criatura, tá fazendo o que aí na FTC? Vem pra cá correndo que a reunião já começou!

– Não dá tempo, vou ter de pegar o engarrafamento todo até ai…

– Vem pela orla que é mais rápido…

– Não dá, aqui já estou no caminho de casa…

E a ligação caiu… Caiu ou ele desligou para poder rir à vontade, não sei…

Só sei que hoje contando para Carminha, acabamos por rir um bocado às minhas custas, e no fim me fez um bem danado, porque de vez em quando eu me levo muito à sério.

Até a próxima

Marta

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