Estilo Slow Navy

Dei-me conta de que sempre vivi num estado de ação direta, em velocidade máxima, numa conectividade que me retroalimentava como a um dínamo que se auto energiza pelo simples fato de estar em movimento gerando energia a partir do ar. Em resumo meu estilo sempre foi veloz e abrangente comparativamente a um foguete rumo ao espaço, para o alto e além….

Nestas duas últimas semanas em que estive finalmente em férias… Férias verdadeiras… Em que pude estar simplesmente fazendo nada, olhando o mar, o céu, comendo e dormindo, passeando e me divertindo, sem me preocupar, nem mesmo me lembrar do que fosse trabalho ou problemas com isso ou aquilo, percebi que existe outro estilo que posso passar a viver em minha vida. Estilo slow navy!

Tomei consciência disso ao observar a atracação de meu querido navio no porto de Salvador. Primeiro observamos a costa desde sua aproximação perto de Arembepe, lá pelas 07:00h da manhã, depois, vagarosamente, em seu próprio tempo, vimos passar as vilas e povoados até chegarmos a Lauro de Freitas, onde pude reconhecer os prédios mais altos, alguns aviões decolando e fazendo a curva no ar que vejo de minha casa.

Horas se passaram até que pudéssemos avistar o farol de Itapuã, o farol da Barra, a marina e finalmente o porto na Baia de Todos os Santos.

O navio seguiu em linha reta acompanhando a costa durante toda a manhã até que começou a se posicionar numa longa curva para ficar em posição correta para entrar no portão do porto.

O rebocador da capitania levou o prático para conduzir o navio pelos caminhos da baía e pensei como aquele gigante se deixava conduzir por essa embarcação tão pequena…  Já a bordo o prático do porto assumiu o controle do navio posicionando-o dentro do porto para a manobra de atracação. Não sei o que aconteceu, mas alguma coisa não deu certo na aproximação e o navio foi obrigado a fazer nova manobra, já dentro do porto afastando-se a aproximando-se novamente, e lentamente se posicionar da forma correta.

Somente após o posicionamento correto, o capitão assumiu novamente o comando e nivelou seu navio, alinhando-o ao cais. Em terra, funcionários tentavam colocar estruturas de ferro para calçarem o navio para que ele não encostasse o casco no muro, e do alto eu observava a luta contra o movimento da agua que tirava as estruturas do lugar, lançarem as cordas de atracação, amarra-las, até que conseguiram vencer todas as etapas, cada uma há seu tempo, e finalmente o navio parou e desligou seus motores. Isso já eram 12:30h.

Desocupamos nossa cabine, almoçamos e nos despedimos dos vários ambientes do navio até que fomos autorizados às 15:00h a seguir os procedimentos de desembarque, conforme senha que recebemos na noite anterior.

 

Procedimentos, rotinas; calma e tempo, fazem o estilo que acabei de conhecer e parece que estou adotando aos poucos em minha vida.

Segunda-feira volto ao trabalho e não sei como esses dois modos de vida vão se consolidar em mim.

Espero descobrir o melhor dos dois e incorporar em meu modo de viver.

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