Exposição nas redes sociais

Este post deve parecer estranho e com certeza não vai combinar com o resto do blog, muito menos com o novo layout, mas tem um assunto que está se revirando em minha cabeça e é melhor escrever logo antes que pegue fogo e vire fumaça.

Sou uma workaholic completa, total, irredutível e irrecuperável, e isso quem trabalha comigo sabe já faz tempo.

Por outro lado sou uma pessoa sensível e artística que gosto de cantar, dançar, escrever, pintar e fotografar, e quem conhece esse meu lado acha até que eu levo jeito para a coisa.

Acontece que algumas pessoas conhecem os dois lados, mas muitas não. Muitas conhecem um ou outro e quando tomam ciência do lado do avesso se espantam como se não fosse possível eles coexistirem numa mesma pessoa, sem que houvesse uma explosão de sentimentos a cada hora. Ora, é quem disse que não há?

Mas a intenção deste texto é dizer que apesar de todos os meus interesses, saberes e haveres eu me defino como uma exploradora em busca de mim mesma. Pode até ser que às vezes me perca pelo caminho, mas mesmo na trilha errada encontro algo interessante para descobrir.

Outro dia uma colega me disse: legal seu blog, mas você não tem receio de que as pessoas usem o que você escreve e possam fazer uma imagem distorcida de você? Ao que eu pensei: como é que é? Pareceu-me que a questão real era: cuidado, o que você escreve pode se voltar contra você um dia!

Fiquei pensando então em porque é que eu escrevo e cheguei à conclusão que é porque não cabe tudo dentro de mim. Sinto muito, mas este blog é meu espaço virtual no qual posso fazer uma expansão da memória para guardar meu backup.

A preocupação de minha colega é que algumas pessoas que me conhecem com profissional pudessem “perder” o respeito ao conhecer o outro lado, como se ele fosse menor ou menos importante, como se não fosse de “bom tom” (isso é velho!) que quem mantém contatos profissionais comigo soubesse que também, além de booooa profissinal, sou uma mulher sensível e artística por dentro. Como se realmente existisse um lado de dentro e um lado de fora. Sei que a preocupação é genuína, sei também de alguns casos que até podem justificar seu questionamento, mas sei também que eu não sou apenas uma ou outra e que não dá para isolar um lado do outro como fazemos com um biscoito recheado, porque vai acontecer exatamente a mesma coisa. Você terá duas partes secas que perderam o elo que as unia.

As redes sociais que proliferam na net são um mundo do qual não conseguiremos escapar nunca mais, não importa por qual porta você tenha entrado, seus dados serão cruzados e analisados por qualquer um que um dia tenha passado pelo seu caminho, real ou virtual.

Conforme já foi dito, o mal não está no que entra pela boca, mas sim do que sai dela. Então o problema não são as informações que estão disponíveis, mas sim a intenção de quem as usa, e isso infelizmente não podemos controlar com nossos pobres poderes mortais. Como o que coloco na net é verdade em qualquer perfil que se busque, acho que o que pode acontecer é alguém pensar que eu “não bato bem da bola”, o que também não deixa de ser verdade em certo aspecto.

No mais vou ficando por aqui, quem sabe amanhã eu não escreva uma poesia, ou termine um projeto técnico, ou resolva fazer uma blusa de tricô?

Quem sabe… tudo pode acontecer… 🙂

Marta

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