São João passou por aqui?

São João na Chapada 23/06

Neste São João decidimos não ir a Manaus (não contei? depois eu conto) e fomos com amigos para a Chapada Diamantina, de novo, porque lá é um lugar que merece ser visitado e revisitado diversas vezes na vida, até que se consiga entender como pode ser tão lindo, maravilhoso, exuberante e fantástico!

Saímos na quarta feira 23/06, às 04:30h da manhã para chegar antes do almoço. Pegamos um congestionamento até Feira de Santana, porque 1/3 de Salvador saiu da cidade…

Pela estrada, depois de Feira, vamos admirando a paisagem até chegar a avistar a Chapada que toma conta de tudo com seus morros e cânions.

Nosso destino dessa vez foi Andaraí, 400 m de altitude, para curtir um São João genuíno com trio nordestino de sanfona, triângulo e zabumba a noite inteira. Contávamos com o frio característico da época, mas o tempo nos surpreendeu e nem foi preciso abrir a mala extra com os casacos e blusas que levamos.

Nosso celular não funciona, para “não” variar, aliás a Oi só funciona na capital e muito mal diga-se de passagem, o modem 3G? Piada! Estou escrevendo e postarei quando conseguir sinal em algum lugar com antena…

A cidade é lindinha, com as ruas estreitas de pedras coloniais do tempo da exploração de diamantes, todas as casas enfeitadas para a festa da noite, com cortinas e flores nas janelas e bonecos juninos espalhados pelas ruas.

A casa mais enfeitada da cidade

Aqui ainda vale a tradição de passar em todas as casas perguntando, São João passou por aqui? Entrar, tomar uma dose de licor, saborerar as delícias juninas, agradecer, sair  e entrar na casa do próximo vizinho, até acabar as casas da rua…

A noite fomos à festa na praça dançar um pouco, na frente de todas as casas havia uma fogueira queimando em homenagem a São João… o ar estava carregado com a fumaça do fogo e das bombas e eu tive uma crise alérgica porque não dava para respirar… coisas de Marta.

Igatu 24/06

Casa de Pedra em Igatu

Levantamos cedo e fomos conhecer Igatu, um vilarejo a 756 m de altitude construído por garimpeiros no século 18, que chegou a ter 2000 moradores na época diamanteira.

Com o esgotamento da extração, conta-se que os garimpeiros começaram a destruir a vila em busca de diamante no solo da cidade, desmancharam suas casas de pedra e as ruas, sem encontrar mais riquezas.

Abandonaram a vila, que foi redescoberta muito tempo depois e passou a ser um ponto turístico, mais ou menos isso…  A estrada foi refeita para dar acesso, e a vida continua bem devagar…

Mucugê

Vista de Mucugê

Saímos de Igatu e subimos até Mucugê que fica a 984 m de altitude e tem história e estrutura mais forte (não achei outra palavra), ficamos lá toda a tarde e voltamos para Andaraí antes do anoitecer.

Fomos de novo ver o forró na praça, voltamos cedo e dormimos porque afinal eu vim aqui para descansar: o corpo e a cabeça!

Futebol com feijoada

Hoje, sexta feira, dia de jogo da seleção. Um colega que viajou com a gente que é especialista em feijoada, resolveu fazer uma big feijoada para comemorar a classificação do Brasil.

Comprou todos os ingredientes e disse que vai cozinhar para todos os hóspedes da pousada, não quer ajuda… Então estamos aqui esperando o jogo e o almoço, depois eu continuo daqui…

– O jogo foi um fiasco, mas a feijoada…hum!

Forró em Mucugê

A noite fomos forrozar lá em Mucugê, que estava com uma estrutura mais bem montada para receber os turistas, espaços para os shows, dança e  restaurantes. Muito bonita a festa, só não deu para dar jeito no frio… Ô vento gelaaado!

Sábado azul

Como último passeio do feriado fomos conhecer o Poço Azul, que é uma caverna inundada que tem uma iluminação natural que deixa a água azul e transparente a ponto de você se confundir entre onde é o teto e onde é o fundo da caverna. Estou dizendo isso porque foi o que eu entendi do que o pessoal me disse porque eu não fui ver.

Eu sei. Parece uma incongruência de minha parte, justo eu que amo a Chapada, não ir lá ver o poço azul, mas acontece que eu não entro em caverna. Não tem quem me faça por meus pés lá dentro, não tem argumento que dê certo. Não vou e pronto! Espero para ver as fotos.

Nosso grupo era formado por 6 casais mais a mãe de dois colegas (80 anos) e um garoto de 14 anos. Todos foram… Desceram e sumiram pela escada buraco abaixo, até a senhora anciã, que na volta foi recebida com palmas e parabéns por todos que estavam esperando também para descer. Eu fiquei lá parada no restaurante, pensando na vida e vendo a paisagem aberta.

Fizeram gozação, perguntaram o porque, se era medo, que não tinha problema, que era seguro, mas ninguém conseguiu entender que a sensação que eu sentia era de que meu coração ia parar de bater por saber que estaria me afundando terra adentro, isso não valia a pena, por mais belo e maravilhoso que a imagem do lago pudesse ser. Eu sei o que ele me diz, e pronto! Depois eu coloco as fotos e todos ficam conhecendo o lago dentro da caverna, inclusive eu.

Apesar da viagem ter sido boa, o grupo muito legal e animado, eu é que não estava lá muito bem disposta, não sei, acho que cansada.

Voltei e pronto, amanhã é dia de trabalho.

Abraços a todos… São João já passou por aqui!

Marta

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