Mulheres, Fogo e Coisas Perigosas

No curso sobre gestão do conhecimento tomei “conhecimento” de que a maioria das pessoas consegue indexar seu mundo em 3 categorias, mais ou menos duas.

Isso quer dizer que dependendo do quanto nossa mente se abre para o mundo e ampliamos desse modo nosso envolvimento com tudo o que nos acontece, podemos montar uma escala de até 5 categorias de coisas e acontecimentos para explicar nossa vida.

Essa teoria saiu de um estudo sobre grupos aborígenes Dyribal da Austrália, que desenvolveram um sistema de indexação da vida no qual dividem as coisas em três categorias, onde colocam tudo que existe em seu mundo:

  1. Seres vivos, Homens (sexo masculino), seres Mitológicos.
  2. Mulheres, Água, Fogo e correlatos, (Violência, Criaturas e Fenômenos perigosos.)
  3. Vegetais comestíveis e Frutas

Sobre o tema, George Lakoff escreveu um livro intitulado “Women, Fire and Dangerous Things” (Mulheres, Fogo e Coisas perigosas) que já esta na lista dos livros que ainda lerei um dia.

Esse título me deixou curiosa sobre como o imaginário humano vê o feminino, principalmente a partir do olhar masculino.

Não importa que seja um aborígene Dyribal, um americano, europeu ou oriental, eles simplesmente não conseguem alcançar o que somos por dentro!

Perigoso é o mais próximo que conseguem chegar!

Místicas, verdadeiras, poderosas e completamente apaixonadas pelo que fazemos, nós mulheres temos a essência da vida porque não cabemos em simples categorias aleatórias e incompletas.

Por esse motivo resolvi fazer eu mesma minha lista de categorias para enquadrar este mundo redondo em que vivo.

  1. Trabalho – coisas que devem ser feitas
  2. Família – coisas que devem ser amadas
  3. Estudo – coisas que devem ser aprendidas
  4. Natureza – coisas que devem ser protegidas
  5. Música – coisas que devem ser vividas
  6. Dormir – coisas que eu gostaria muito de fazer
  7. Escrever – coisas que me ajudam a falar com o mundo
  8. Aparelho auditivo – coisas que me ajudam a ouvir o mundo
  9. Sorvete de chocolate – coisas que me dão prazer
  10. Andar na praia – coisas que me dão paz de espírito
  11. Bolsas de couro – coisas sem as quais eu não vivo
  12. Sapatos – outras coisas sem as quais eu não vivo
  13. Vestidos – mais coisas sem as quais eu não vivo
  14. Jóias – coisas para as quais eu não ligo nem um pouco, tá bom , só um pouquinho vai…
  15. Carro – coisas que uso para andar e não me cansar muito
  16. Estrelas – coisas que não canso de olhar
  17. Ficção cientifica – coisas que gosto de assistir e me ajudam a sonhar com um futuro bem legal
  18. Poesia – coisas que brotam de mim de vez em quando, quase sempre
  19. Amigos – coisas que quero ter sempre por perto para me ajudarem a continuar por aqui (não precisam ser muitos, mas poucos que valham a pena ter por perto!)
  20. Mulheres – coisas para se admirar e gostar de fazer parte da mesma categoria de coisas maravilhosas que existem nesse mundo.
  21. O que não existe – coisas para se descobrir amanhã logo depois de acordar…

Ser mulher é viver num eterno “vir a ser” que nos completa exatamente por ainda estar acontecendo enquanto já existe.

Marta

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3 comentários em “Mulheres, Fogo e Coisas Perigosas

  1. O livro de Lakoff é um livro sobre lingüística. E a divisão feita pelos aborígenes é a divisão dos gêneros; mulher , fogo e as demais coisas perigosas têm o mesmo gênero. Não creio que seja o que eles consideram importante na vida , ou como eles enxergam o mundo. é apenas pra saber o que é masculino e o que é feminino, por assim dizer , só que eles possuem 4 gêneros.

    • Olá Tadeu,
      Agradeço a correção, mas como sou mulher e poeta, me permito a tal da “licença” para interpretar o que leio, vejo, sinto e compreendo do mundo. Aliás, achei muito interessante a visão da tribo sobre mulheres, fogo e outras coisas perigosas ficarem num mesmo gênero, porque afinal, lá no fundo, até que somos mesmo! Linguisticamente falando, quando escrevi o post estava inspirada e consegui descrever 21 “gêneros” importantes para o “gênero” feminino, quantos o “masculino” tem?
      Abraço,
      Grata pela visita, volte sempre…
      Marta

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