Carnaval II

Rio de Contas, 12/02/2010, 19:15h

Saímos de SSA às 06:00h da manhã, seguimos até Feira de Santana, de lá até Itaberaba, depois até Andirá, erramos o caminho passamos por Wagner chegamos quase a Lençóis e voltamos (essa é uma história à parte).

De Andirá fomos a Mucugê onde almoçamos, conhecemos o cemitério bizantino, que dizem ser o segundo mais bonito dos dois que existem no mundo ?!

Depois seguimos até Jessiape. Até ai foi tudo muito bem, admiramos a chapada pelo lado sul que eu não conhecia, sol e linda paisagens, mas  nos 40km finais até chegar em Jessiape atravessamos um trecho off road com Magnólia, minha querida Idea laranja,que eu não acredito que o fizemos até hoje!

Eu a ouvia reclamar: cadê minha tração 4X4? Só podia  rezar e tentar consolá-la pelo caminho.

Nossa sorte é que os primeiros 20 km de terra estavam bem conservados no trecho da subida da serra, porque os últimos 20km na descida era pedra pura, em alguns trechos via-se as lajes da montanha saindo da terra vermelha e  lá se foi o alinhamento e compostura de minha Idea… oh my darling…

Enfim chegamos! 18:30h… O celular não funcionava na estrada desde Feira, aqui no meio da chapada não tem sinal  de satélite, acho que as pedras bloqueiam tudo, então estou fazendo um diário para contar no blog quando puder.

Pelo caminho tirei muitas fotos, de morro, de pedras, arvores, flores e até de um bezerro lindinho que apareceu em nossa frente na trilha de pedras. Vai estar tudo lá no picasa.

O pensamento consentiu que pudesse aflorar também uma pequena poesia, que encerará a narração de hoje.

Mar da Chapada

Quando estou em frente ao mar

Sinto uma paz contagiante

Que me acalma e completa

E basta molhar os pés

Para que eu seja

Inteiramente absorvida por ele

Quando estou na Chapada

Sinto uma força e energia

Que emana das pedras

Que me insufla até que

Cada célula de meu corpo

Esteja carregada e vibrante

Quando estou aqui escrevendo

Sinto que não existem palavras

Que possam transmitir

Todos os sentimentos e emoções

Que o mar revolve em mim

Ou que esta Chapada faz brotar

Porque ambos em seu esplendor,

Imensidão e exuberância

Fazem com que meu coração pare de bater,

Mude de ritmo

Para conseguir decifrar

A beleza que meus olhos vêem.

Pedra do fundo do mar da chapada

Dizem que a chapada era mar há milhões de anos atrás, algumas pedras confirmam isso, talvez minha pequena poesia estivesse querendo juntar os dois novamente.

Marta

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