Zen-Paciência – módulo II

Faz tempo que não escrevo não é mesmo? As coisas estão acontecendo e parece que estou com o freio de mão puxado, deve ser por falta de uso do cérebro, o ferro das hemácias deve estar enferrujando as sinapses de meu pensamento, sem falar em meus braços extras que foram podados sem dó nem piedade, não ficou nem um brotinho para florescer na virada do ano…

Apesar dos esforços, conselhos e dicas de minha gurua Sandra, ainda não me matriculei no módulo II do curso zen-budista “Como manter a calma enquanto estão te fazendo de besta”. Hoje foi um daqueles dias em que eu desejei estar terminando essa pós-graduação… Que falta senti desse diploma de gente… Mas ainda assim fico pensando que em algumas situações eu tenho razão quando meu sangue ferve, por exemplo quando você quer discutir um assunto e uma pessoa na mesa de reunião te interrompe peremptoriamente, não deixando que você esclareça ou avance em sua argumentação… Eu odeio isso!

Tenho comigo que quando uma pessoa está falando, as demais escutam, numa sistemática e critério óbvio da boa comunicação: se você não ouve, não pode escutar; se você não escuta, não pode entender; e por fim se você não entende, como quer responder ou colocar sua opinião a respeito?

Já percebi que quando entro nessas situações tenho duas reações padrão, opostas, que dependem do modo, lugar e hora em que me encontro:

– se estou “zen” tento terminar meu raciocínio, não importa quantas vezes eu seja interrompida, tento terminar minha fala até que o outro perceba (pelo menos) sua falta de educação e acabe por me escutar;

– se estou “não zen” me aborreço, tento terminar minha fala, mas lá pela 3ª vez minhas antenas se eriçam e das duas uma: ou me calo, engulo em seco e deixo o assunto correr, ou entro na disputa e ai danou-se!

Hoje como estava tentando “zenzar” fiquei quieta porque não queria discutir e larguei de mão. Horas depois do final da reunião a mesma pessoa me procurou para que eu explicasse o que estava tentando dizer enquanto ela estava me interrompendo.

Ai eu fico pensando: eu tenho cara de abestalhada? Os colegas depois vieram me dizer, para não ligar porque ela é uma pessoa difícil.  Rrrroar…@#* E aqueles que têm fama de bonzinhos mas que gostam de tirar uma casquinha e dar palpites óbvios sobre o trabalho dos outros como se a brilhante idéia fosse deles?

Porque é que quando Eu sou difícil tenho que me penitenciar por isso, pedir desculpas e jurar nunca mais querer morder ninguém…

Porque é que quando Eu reclamo parece que estou querendo dominar o mundo ou me “fazendo” de vítima?

Me deixem viu! Estou com saudades de meu escorpiãozinho, ele deve estar dormindo em algum lugar dentro de mim, ou então sem saber já devo ter passado no teste para iniciar o módulo II do curso vivência em Zen-paciência.

Tomará que 2010 traga mudanças porque as coisas paradas deterioram por dentro e por fora.

Tem mais, mas não dá para contar porque esse blog tem classificação “livre”.

Marta Gaino

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