Bom dia!

O que há de ser será… Então resolvi continuar a vida e ver o que acontece.

Ontem fui almoçar e logo depois voltei na escola disposta  a ficar lá esperando meu horário de fazer a aprova às 16:30h.

Quando cheguei fui muito bem recebida  e orientada sobre como seria o processo, me mostraram a cabine onde faria a prova e disseram que se eu quisesse poderia começar naquele momento, pois não tinha ninguém agendado antes de mim.

Resolvi antecipar o teste porque não teria vantagem nenhuma ficar esperando 3 horas para fazê-lo, talvez fosse ficar mais ansiosa do que já estava.

A prova é cercada de mistério com controles rígidos de identificação. Tem uma sala de entrada onde fica o supervisor que acompanha através de uma camera você fazendo a prova, depois uma sala com três cabines individuais onde o candidato se senta para o teste.

Entrei na cabine apenas com as chaves do armário que me deram para guardar minha bolsa, até o relógio tive que tirar.

Em 4 horas de prova, a cada 15 minutos, o supervisor entrava na sala onde eu estava para fazer a checagem digital, isto é, ele colocava seu polegar direito num leitor de digitais que marcava o horário e identificava o funcionário. Isso dava agonia.

A prova em si não foi difícil, porque não caiu nenhum conteúdo que eu desconhecesse.  O difícil foram as questões que buscavam saber “qual a  melhor escolha” ou “qual a resposta mais certa” entre 4 alternativas corretas.

Percentualmente acho que 30% foram questões sobre conteúdo técnico e 70% sobre atitudes e prática no desenvolvimento do trabalho. De novo aqui o mais difícil não era saber o que seria correto fazer em cada situação, mas sim saber o que “eles” escolheriam em cada uma. É simplesmente uma outra visão cultural!

O resultado aparece imediatamente após você apertar o botão END, chega a ser falta de educação quando se lê FAIL na tela.

Fiquei desnorteada, o supervisor entrou na sala e muito gentilmente pediu que eu saísse, assinasse  a folha de presença e quase pedindo desculpas me desejou sorte na próxima vez. Sai e fui embora.

Atravessei a rua, comecei a descer o morro e só pensei em ligar para Otávio, pois era a única pessoa que eu sabia que estava comigo naquele momento.

Fui chorando os 5 quarteirões até o hotel. O tempo tinha fechado e  ia cair uma chuva muito forte, nem isso me mobilizou a correr, mas parece que ela respeitou minha dor e esperou eu chegar no hotel para desabar junto comigo na cama.

Durante a noite pensei muito sobre qual é mesmo minha necessidade de fazer essa prova, de ter esse certificado internacional. Terei mais uma chance daqui a 6 meses, mas meu sentimento hoje é de que talvez eu esteja querendo esse “diploma” pelas razões erradas.

Eu quero ser respeitada profissionalmente, quero poder expandir minhas atividades e preciso desse titulo para conseguir ir onde eu quero, mas o que não está bem claro hoje em minha cabeça e no meu coração é:  – Porque eu quero isso?

Preciso descobrir qual é esse sentimento primeiro, antes de decidir fazer a prova novamente.

Marta

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