Não Suponha

Ontem na aula de respiração ouvi um texto com uma citação sobre o quanto sofremos por pensar o que os outros pensam à nosso respeito e ficamos supondo coisas para resolver situações que não existem na verdade, apenas nascem em nossas mentes, distorcendo os acontecimentos e formando uma realidade paralela na qual acabamos vivendo sem nos darmos conta. Então, a partir desse pensamento surgiu uma pequena poesia. Fazia tempo que não conseguia escrever sobre sentimentos, aliás, sobre coisa nenhuma.

Não suponha

Não suponha que você me conhece,

porque eu mesma não me sei.

Não suponha que você sabe o que farei,

porque eu mesma não tenho certeza do que quero.

Não suponha que me atinges,

porque eu mesma não me alcanço onde estou.

Não suponha que tua ira ou teu amor por mim me completa,

porque eu mesma não conheço minha profundidade.

Não suponha que meu coração é infantil,

porque eu mesma não sei a idade de meus sentimentos e razões.

Não suponha que tenho uma alma inquieta,

porque eu mesma não entendo a imensidão do que ela abarca.

Não suponha que em minha vida faltam partes,

porque eu mesma não consegui montar ainda esse quebra cabeça.

Por fim, não suponha que te amo ou te odeio,

porque eu mesma não conheço a diferença entre o amor e o ódio.

Até qualquer dia,

Marta

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