Eu, escorpião e Plutão em Gauss

Já falei que eu sou de escorpião, aliás, qualquer pessoa com um pouco de conhecimento astrológico saberia disso apenas lendo meus textos, enfim, vivendo e aprendendo…

Sempre tentei me descobrir e autodefinir através de analogias com os animais que representam esse signo: a águia e a fênix, a serpente e o próprio escorpião, mas hoje procurando por mais de mim, encontrei uma relação do signo com a Hidra e tive que aceitar  que existe muito disso em mim neste momento de minha vida.

Não é fácil de admitir, mesmo para mim que sou aberta a críticas e autocrítica, mas  sei que (por mais incrível que possa parecer aos amigos mais chegados que não reconhecem essa capacidade em mim) existe um lado meu que só aparece de tempos em tempos quando estou chegando no fundo de meu “poço sem fundo”, de onde vou poder apoiar os pés para dar um salto e começar a subir novamente.

Enquanto a safra dos elogios desejados não chega procuro por críticas e comentários sobre meus comportamentos para tentar balizar meu caminho. Dói prá caramba, mas funciona! É um método “auto destrutivo/evolutivo” de continuar andando sem cair em abismos internos.

Esse ciclo pode ser representado graficamente por uma curva de Gauss que define probabilidades, limites e desvios à partir de variáveis aleatórias que vão se encaixando numa curva em forma de sino de várias amplitudes e intensidades.

Altos e baixos em Gauss

Altos e baixos em Gauss

É bem assim que me sinto e me autodefino, com se eu fosse o próprio badalo do sino alternando entre a esquerda e a direita, com alguns giros rotacionais pelo meio do caminho.

Sobre a Hidra, destaquei esse trecho do site http://www.constelar.com.br/constelar/124_outubro08/plutaoemorte2.php,

Existe um mito que se adapta muito bem a Escorpião. Em um dos doze trabalhos de Hércules, este é enviado para matar a Hidra de Lerna, uma besta parecida com uma serpente que tem nove cabeças, cada uma dotada de dentes com veneno mortal. E tem mais um detalhe: ao cortar uma destas cabeças, nascerão três em seu lugar. Em síntese, após uma intensa batalha, Hércules se lembra de um aviso dado por um velho sábio de que Hidra não suporta a luz.  Ele se ajoelha e levanta a criatura até a luz do sol, que atordoada se contorce e começa a morrer. Ainda resta uma cabeça que é imortal e contém em si uma jóia. Hércules apenas a enterra sob uma rocha (GREENE 1994).

Mais cedo ou mais tarde, todo Escorpião descobre Hidra dentro de si, o que significa uma série de coisas: ciúme, vingança, sexualidade frustrada, inveja, raiva. Escorpião é um signo de desejo intenso, e as muitas cabeças de Hidra podem significar os muitos desejos de um coração selvagem. Se o deixarmos crescer no escuro, pode-se tornar venenoso e começar a destruir os outros. Portanto, não podem ser reprimidos, devem ser compreendidos e levados à luz. E, mesmo quando vencidos é bom lembrar que uma cabeça é imortal, ou seja, para o Escorpião, todo ser humano carrega dentro de si as sementes do bem e do mal (GREENE 1994).

Plutão e Caronte vistos da sua pequena lua hydra, créditos da imagem de David Aguilar

Plutão e Caronte vistos da sua pequena lua hydra, créditos da imagem de David Aguilar

Portanto, regida por Plutão e Marte, não poderia esperar nada mais de mim além de força e desafio, profundidade e mistério, intensidade e rompantes marcianos e plutônicos que consomem essa energia ilimitada que é gerada em mim como um dínamo auto-suficiente e inesgotável, pois que se alimenta dessas idas e vindas ao meu inferno particular.

Se o próprio Plutão sofre com a perseguição e a dúvida de “ser ou não ser” um planeta, se divide ou não o espaço de sua órbita com os vizinhos Caronte, Hidra, Éris e Ceres, se sofre a humilhação de ser chamado de “planeta anão” rebaixando sua importância e influência sobre os humores humanos e no equilíbrio do sistema solar, porque acham que eu não agüentaria passar por este período de turbulência e tentam esconder o que sabem de mim a fim de me poupar de mim mesma ou por medo de perder minha amizade?

Quem é ingênuo por aqui afinal?

Compliquei? É assim que eu gosto!

Marta

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2 comentários em “Eu, escorpião e Plutão em Gauss

  1. Impressionei-me com a imagem “Plutão e Caronte vistos da sua pequena lua hydra”.

    Imagine-se lá na superfície, observando este cenário genuinamente alienigena.
    Gelado muito mais que poderíamos suportar. Silêncio. Uma distância de casa que nem conseguimos imaginar. Silêncio. Solidão.
    Progete-se lá.
    Não tens uma sensasão estranha?
    Dentro de nós, medo, assombro, espanto, admiração. Do lado de fora de nós, uma cena estonteante, nunca vista por ninguém, de uma imensidão e indiferença opressoras.

    Silêncio e nada vivo em volta. Nada vivo numa distância muito grande.

    Consegue imaginar a cena e as sensações que teria?

    • Superfrio,
      Essa imagem entra em nossas mentes e causa calafrios ao tentarmos nos colocar dentro da cena, sua percepção está correta, mas o que mais me atinge é saber que podemos ir mais longe dentro de nosso mundo interno, escuro e frio, à procura de quem realmente somos. Plutão é meu velho companheiro, principalmente quando estou vestida de Hydra tentando alcançar sua órbita amiga.
      Abraço, volte sempre

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