Meu casamento

Mas deixe-me contar a história de meu casamento.

Marcamos a data para 13 de abril de 1985. Tudo pronto, tudo arrumado, igreja, salão e convites, faltavam apenas alguns parentes no interior para quem fomos levar os convites pessoalmente, já que íamos passar a Páscoa na cidade.

No dia estava chovendo e a apenas 2km da entrada da cidade sofremos um acidente. Uma carreta virou na pista, um caminhão bateu nela e nós engavetamos na traseira dele. O carro deu perda total e nós nos machucamos um bocado. Fomos removidos para o hospital da cidade, toda a família foi mobilizada e avisada do acidente e consequentemente do adiamento do casamento. Otávio machucou a cabeça, quebrou dois dentes e eu tive uma fissura na 4ª vértebra da coluna, fiquei internada uma semana e engessada por três meses.

Tirei o gesso no dia do aniversário dele, disse-lhe que seu presente era estarmos vivos. Eu queria marcar o casamento para agosto, ele queria para setembro, acabamos marcando para 27 de julho. Avisamos a todos, fizemos outros convites e todos os preparativos novamente.

Meu vestido foi pensado para o inicio do inverno em São Paulo e ficou me esperando na loja até o final de julho, no auge do frio! Foi um período tão complicado que nem pensei em fazer um xale ou um agasalho que combinasse com o vestido… passei um frio de rachar mamona.

Na semana em que remarcamos o casamento meu pai resolveu arrumar a antena da TV e caiu da escada. Por mais incrível que possa parecer ele machucou a mesma vértebra que eu!

Ele me levou até o altar sob efeito de analgésicos e engessado do quadril até o ombro. Na verdade, fui eu quem o levou até o altar, porque aqueles passinhos apertados e nervosos da noiva eram dele tamanha a dor que estava sentindo, eu ao contrário,  parecia que estava anestesiada … Foram tantas coisas ao mesmo tempo, que não deu nem para ficar nervosa.

Tinha pensado em entrar com meu padrinho e meu pai me levaria da 2ª fila de bancos até as escadas da nave, mas ele não gostou da idéia, então fizemos do jeito tradicional mesmo. Colocamos uma cadeira para ele acompanhar a cerimônia, e pronto, o que não tem remédio, remediado está!

Depois disso as coisas foram acontecendo, nossa mudança para a Bahia, nossos filhos e a vida foi sendo construída dia-a-dia sem sabermos qual era a “boda do ano”, mas apenas que era mais um ano em que estávamos juntos tentando construir uma família feliz.

O que penso agora é que mais um ano se passou e que no próximo tem de ter festa! Afinal pelo que vemos no andar da carruagem, uma união de 25 anos não está fácil de se encontrar por aí…

No mais agradeço o “empenho e a participação de Otávio neste evento” porque sei que devo dar um trabalho danado para ele acompanhar minha cabeça, aliás, nem eu mesma sei direito por onde ela anda e quer seguir daqui para a frente.

Felicidades a todos…

Acho que vou procurar um anel com uma opala para enfeitar esse momento de minha vida, tem é coisa acontecendo…uh..uh…

Marta

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2 comentários em “Meu casamento

  1. Ainda temos um bom chão para seguirmos… as coisas vão mudando, nos principalmente…uns mais, outros menos, ou mais devagar…Tudo tem seu tempo… Feliz Bodas de Opala p/ nos…Beijão

  2. Muito interessante a Tabela de Bodas…concordo com vc, hoje em dia somos poucos a contar 25 anos de casamento. Tenha sido sob chuvas ou tempestades…mas, desejamos sempre que chegue a bonança. Assim seguimos na construção de nossa família, da nossa história. Pensa que é fácil? Que cada um conte a sua. Tenha sua história. Seja como for… Felicidades!

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