Certinha, eu?

De algum modo já falei sobre esse tema, mas é recorrente então, lá vai de novo…

Há muito tempo decidi que eu não seria uma pessoa certinha, até porque já havia cansado de ser uma adolescente certinha, como eu era sem graça, sem sal, sem açúcar, sem vontade própria! Depois, com o tempo, comecei a me entender como uma pessoa única e por esse motivo poderia escolher os caminhos que iria percorrer na vida, de preferência por aqueles que pudessem me trazer surpresas, desafios e novidades para que eu pudesse crescer pelo caminho. Fui e voltei várias vezes nesse caminho de me descobrir, por dentro e por fora, doeu um bocado, mas o resultado é o que sou hoje. Não sei se bom ou mal, mas sou eu.

Às vezes fico incomodada comigo mesma porque penso que talvez tivesse sido melhor se eu simplesmente fosse uma pessoa comum, sem desejos, nem ambições ou sonhos, me conformasse com o que me é dado, sem reclamar ou me indignar, mas eu não consigo! Meu sangue ferve nas veias, as palavras formam um nó na garganta e eu tenho que dizer o que sinto e penso, sob pena de explodir por dentro. Concordo que posso ser intempestiva muitas vezes, tenho de reconhecer que preciso me desculpar outras tantas, mas não me envergonho disso. Acho mesmo que é assim que aprendo, errando e tentando o quanto for preciso, pelo menos posso dizer que estou vivendo minha vida e não apenas passando um tempo por aqui. Sou transparente e verdadeira, trago isso estampado no rosto e não quero me esconder de nada nem ninguém.

Disso tudo o que mais me aborrece é quando esperam de mim o politicamente correto, ora, isso não existe! Isso é apenas um fisiologismo para a hipocrisia, uma maneira de parecer ser certinho quando na verdade o que se quer é chutar o pau da barraca. Vá lá e chute! O que pode acontecer? Exatamente o que se deseja, e seja honesto e forte depois para agüentar as conseqüências do que fez. Mas faça-o, não se esquive, pois é amargo saber que outro fez aquilo que você pensou e desejou, mas não teve coragem ou agilidade para fazer primeiro. Já perdi algumas oportunidades por ficar pensando demais e jurei para mim mesma que isso não iria acontecer de novo. Por isso não digo não a um desafio, nunca se sabe o que ele poderá trazer-nos embalado para presente.

Às vezes nada, outras goiabada com queijo ou quem sabe um beijo…(bem dado!)

Marta

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