Coincidências desastrosas

Engraçado como às vezes nossa agenda fica congestionada sem que tivéssemos feito alguma coisa para que isso acontecesse. Normalmente é do trabalho para casa, de casa para o trabalho e pronto acabou-se a semana, mas de vez em quando parece que o Universo se lembra que eu existo e manda alguns eventos para me distrair, e ele caprichou esse mês.

Alguns aniversários, umas duas festas, eventos de trabalho e as coisas se complicaram um pouco para o meu lado, porque ainda não aprendi a estar em dois lugares ao mesmo tempo. Nunca tem nada e quando tem é no mesmo dia e hora em locais diferentes, acho que o gerente do Universo deve estar de férias e sua secretária bagunçou a agenda, mas tudo bem, dá-se um jeito.

Algumas coincidências desastrosas pelo caminho. Sexta-feira fui a comemoração de aniversário de um colega no trabalho, meio sem jeito porque afinal não havia sido convidada, se lembraram de mim na última hora porque por um acaso do destino estava numa reunião com ele de manhã, acabei ficando numa sai justa: se não vou pega mal, se vou fico meio deslocada, mas como minha fama é de “meio maluquinha” fui. Até que eu estava arrumadinha nesse dia, para falar a verdade foi por causa da tal da reunião e de uma apresentação que tinha de fazer em outro local, vim correndo da apresentação no outro prédio e por isso cheguei atrasada, não que alguém tivesse sentido minha falta, mas até ai tudo normal. E não é que quando eu estou entrando vejo uma mulher com um vestido igual ao meu!!! Mesma cor e modelo!!! Perguntei a colega que estava chegando comigo quem era ela e soube que era a esposa grávida do aniversariante. O que fazer? Respirar fundo, levar na brincadeira, cumprimentá-la e pedir uma foto para registrar a gafe. Afinal ela chegou primeiro e tinha muito mais direito de estar ali do que eu, além do mais isso acontece nas melhores famílias e eventos, não é mesmo? Mas ela tinha de usar esse vestido estando grávida? Bem, bom gosto não se discute.

Na semana que vem haverá uma festa numa terça feira, já viram isso em algum lugar? Depois de muito pensar resolvi ir. Como essa festa tem uma história escabrosa de fundo, vou restringir-me a comentar a história do vestido. Um dia passando numa butique nova, do shopping novo, vi um vestidinho lindo… Branco, com estampa floral, saia godê, em algodão num corte com caimento perfeito, pensei – É esse! A dona da loja me garantiu que ela só trouxe um de cada modelo lá de BH, o risco de alguém ir com o mesmo vestido à festa era quase zero. Comprei e ele está guardadinho lá no meu closet esperando o dia da festa. Hoje, dois dias antes da festa, resolvi ir ao último dia da feira de moda que esta acontecendo aqui em SSA, uma feira ótima com expositores de Goiânia, BH, Maceió, Fortaleza, São Paulo, com roupas, calçados e bolsas maravilhosas. Adivinhem o que foi que eu achei? A confecção que fez o vestido onde a dona da butique foi comprar aquele vestido único. Tinha um monte!!! Do mesmo modelo, de tudo quanto era cor e estampa e 30% mais barato do que eu paguei no começo do mês. Fiquei embasbacada olhando para aquela arara com vontade de tacar fogo no estande. O risco que era quase zero passou para quase 100% de que alguém vá a festa com a mesma roupa, de novo vou pagar esse mico? Eu mereço?

Pensa que acabou? Na sexta feira vou cantar o Hino Nacional na abertura de um evento de trabalho, super formal e cheio de recomendações. Apenas na quinta-feira, depois de uma manhã horrivel no trabalho, consegui ir conversar com o músico que vai me acompanhar, marcamos o primeiro e único ensaio para a quarta-feira, dois dias antes do evento, estou meio rouca com a garganta querendo doer, mas esse não é o problema. O problema é com que roupa eu vou??? Apesar de ter um monte de vestidos no armário o difícil é ter um que seja adequado ao evento e que ainda sirva em mim. A solução é comprar outro vestido (o 3º no mês). As colegas que me encorajaram a aceitar o convite para cantar fizeram mil recomendações: tem de ser longo, tem de ter um das cores da bandeira, não pode ser decotado, não pode ser estampado, não pode ser transparente, tem de ser formal, e eu que vou usá-lo depois que me dane. Resolvi que não ia de longo verde-bandeira coisa nenhuma. Ia procurar um vestido simples, elegante e formal o suficiente para usar às oito da manhã e pronto. Você achou o vestido? Nem eu! Ainda estou procurando…

Depois eu fico pensando, como é que eu me meto nessas confusões, normalmente eu fico quietinha sentada lá na minha mesa e de repente essas coisas começam a cair no meu colo.

Não adianta, eu não consigo ficar presa no quadrado!
Marta

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