Pensamento quase poesia

Aos poucos as coisas vão se encaixando, os sentimentos e dúvidas se acomodando e a gente começa a perceber que, apesar de todos os sofrimentos e apreensões, a vida segue tranqüila, pronta a nos receber de volta quando pararmos de nos preocupar à toa. Mas ainda assim fico pensando como é complexo nos conhecermos por dentro. Conhecermo-nos verdadeiramente por dentro, e não apenas por essas balelas de autoconhecimento que nos vendem em cursos e livros a todo instante.

Termos a coragem ou percepção, não sei o que é mais importante, de pararmos e ficar quietos observando, apenas nos olhando no espelho e procurando encontrar quem mora ali, atrás daquele rosto que espera que nosso coração o reconheça e sorria de volta.

Com o tempo nos dividimos em papeis para poder dar conta de viver nossa vida e passamos a ser a “Coisinha”, mãe de Fulano, mulher de Cicrano, filha de Beltrano, multifacetando nossa identidade a tal ponto que nos perdemos entre personagens que criamos ou aceitamos para nós mesmos. Mas sei que sou muito mais do que isso, sou tudo isso junto e ao mesmo tempo e é isso que me faz ser quem eu sou, e me surpreendo de mim mesma quando dou respostas ou encontro soluções que não sabia existirem aqui dentro.

De onde eu tiro esse repertório que constrói minha vida a cada dia e a cada passo a frente, em que não tenho medo de arriscar ou me expor publicamente? Em qual parte de mim estão as asas que procuro para alçar o vôo em busca de minha liberdade?

Onde guardei a chave da porta secreta da felicidade?
Marta

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