Como ia dizendo…

Então, como ia dizendo, as coisas voltarem ao normal é força de expressão, porque de normal minha vida não tem nada. Deixa eu contar sobre o Rio de Janeiro:

– Ficamos exatas 24horas na tal da cidade maravilhosa, dia de sol apesar das nuvens que encobriam os cumes dos morros, portanto nada de Cristo, Pão de açúcar ou bondinho, aliás não teríamos tempo para esses passeios mesmo…

– Fomos cedo para o consulado porque pela experiência que temos daqui de SSA, as fichas acabam às 07:30 e não adianta chorar – não atendem mais ninguém;

– Pegamos mais um táxi velho para variar, com outro motorista maluco. Não falei? Sinal de trânsito é usado como enfeite naquela cidade, para o Natal ou Carnaval… Correm, entram na frente e fecham-se uns aos outros sem a menor cerimônia. Melhor usar o metro, pelo menos você não vê as barbaridades. Daquela série sobre taxistas felizes com certeza os cariocas estão no fim do ranking de qualidade de vida de motoristas de táxi;

– Chegamos inteiros no consulado e fomos nos organizando na fila que já estava formada na calçada, meio parecido e quase misturados com pedintes. Interessante que no consulado da França, no mesmo quarteirão, não tinha uma alma viva pedindo cidadania, porque será não?

– Enfrentamos uma sucessão de barreiras até chegar ao Consul, mas conseguimos. Passamos por dois porteiros, um aparelho de raio X, identificação com RG, senha de chegada, uma sala de espera, elevador, outra sala de espera, atendente mal humorada, troca de senha por assunto, mais uma sala de espera até ser chamada pela oficial do escritório. Depois da conferência de documentação e ensaio do juramento em italiano, finalmente fui ver o Consul;

– Gostei dele. Tranquilo, fez questão de ouvir meu juramento de fidelidade à constituição e ao Estado italiano, perguntou se falava italiano ou se pretendia aprender a língua, se já conhecia a Itália, se iria para passear ou morar, há quanto tempo era casada. Respondi que meu italiano era de família mas que precisava fazer um curso antes de viajar, talvez no meio do ano, assim que recebesse meu passaporte, ele deu uma risadinha e ciao bella.

-Saimos do consulado satisfeitos, pelo menos esse assunto conseguimos resolver sem problemas.

Depois disso só deu tempo de dar um passeio rápido pelo comércio, voltar correndo para o hotel e ir para o aeroporto. E assim acabou-se minhas tão esperadas férias de 2006/2007. Espero que as de 2007/2008 sejam na Itália para fazer valer esse sofrimento todo…

Chegamos ao final da tarde em SSA e recebemos a notícia de que as coisas se complicaram novamente em Araras.

Agora só nos resta aguardar os acontecimentos.
Marta

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