Cartas

Cartas não, mas poesia,
Pela mulher que descubro a cada dia
Loba talvez, mas romântica e ingênua.
Mesmo que me encontres nua em sua cama.
O que vai aqui dentro, ninguém sabe.
Nem mesmo eu, que procuro minhas respostas.
Quem sabe em lugares ou com pessoas erradas
Que me trazem um pouco de mim,
Que perco pelo caminho.

Essa eu que se esvai durante o dia
E nem sempre retorna à noite
Para me fazer companhia.
E me deixa só de mim mesma
Procurando-me em outros olhos,
Outras bocas, outras mãos.
Na esperança do reflexo de minh’alma
Que aguarda por mim quietinha num canto.
Sozinha, presa e asfixiada dentro de meu corpo.

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