Cantiga Medieval

O Eu lírico que sofre pela paixão impossível
Na distância entre o mundo do amado
E o da jovem dama.

Que recorre ao amigo para escrever-lhe uma cantiga
Que substituirá em seu coração
A lembrança daquele que nunca terá.

E sofre!
Até perder-se, desvanecer e morrer de amor
Ou aprisionar-se em sua castidade n’algum convento,
Em remissão pelo desejo que lhe aflige a alma
E consome seu coração.

Nesse amor medieval, quase lenda
Que ainda existe resistindo aos séculos
No coração de todas nós,
Românticas e apaixonadas, jovens donzelas.

Que sacrificam a felicidade para poder
Viver as escolhas possíveis e próximas.
Não existem mais cavaleiros fortes, corajosos e reluzentes
Dispostos a nos defender
Em troca de um lenço jogado ao chão.

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