No ventre da paixão

O calor mouro que emana do ventre,
a sensualidade dos movimentos
de pernas e quadris da fêmea,
no exercício pleno de sua feminilidade
que extrapola os sentidos e a razão,
que avança pelo espaço da sala
e alcança sua vitima e algoz indefeso,
deixando-o sem saber o que o atingiu.

Esse prazer de conhecer
o poder da sedução,
utilizado com ingênua astúcia
que encanta e brinca de amor,
que promete e nega a vazão
que atiça e bloqueia a ação
que pede e depois diz não.
Ah! que doce prazer vencer essa batalha.

Reconhecer-se na liberdade
Conduzir a energia do corpo
Eleger a presa, iniciar a caça
saborear o gosto da vitória
Cuidar da vítima com mimos
de carinho e atenção,
com olhares e murmúrios de paixão
Entregar-se aos sonhos na solidão.

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