No palco iluminado

Às vezes, como agora,
Vem esse sentimento de paz interna
Que não sei explicar direito
Como se toda a tristeza e melancolia
Desse não-sei-o-que que me invade
Fosse embora de repente.

Um sentimento que me incomoda
Por não ser meu companheiro
Como se não fosse eu a viver em mim
A dizer e agir em atos e palavras não meus
Na vida de outra pessoa
Observando-me de fora, crítica e platéia.

E a cada nova cena
Que assisto de mim
Surpreendo-me com a performance
Na interpretação do que digo
Nessa dimensão abstrata
Entre meu mundo e o espaço em que vivo.

Que me engole em seu enredo
Exigindo mais e mais
Que eu assuma papeis que não desejo
Atrás de máscaras que me expõem
E me protegem defendendo
Quem realmente sou e o que sinto.

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