Limites

Desconheço meus limites
Do corpo, da mente
Dos desejos que me movem,
Do espírito que não suporta mais
Ficar aprisionado.

Submeto-me a limites que não são meus
Não foram por mim determinados
Ou foram?
Na aceitação tácita, muda e passiva
Com a qual tenho conduzido minha vida.

Esbarro nos seus limites
Que me incomodam tanto
Me frustram e me abalam
Frente aos quais me detenho
Na dúvida entre seguir ou desistir.

Ora, mas, os limites são teus e não meus
Os meus ainda tem de ser elaborados,
Construídos com firmeza para proteção do meu Eu
Tão frágil e sozinho abandonado aqui
Dentro de meu corpo.

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