Eu e o mar

Tenho uma relação estranha com o mar;
O amo por sua força e beleza e
O temo pelos mesmos motivos.

Sua força que rompe e leva os obstáculos à sua frente,
Que arrebenta nas pedras e eleva a espuma,
Quebrando minhas certezas e conceitos internos.

Sua beleza que me arrebata e encanta,
Que me invade e hipnotiza meus pensamentos,
Controlando-me com seu canto profundo.

Fazendo-me rever,
No vai e vem de suas ondas,
Meus sentimentos, meus amores, minha vida.

O querer estar perto e o medo de estar dentro,
De perder o controle de mim, de entrar e não mais sair
De suas águas, de seu universo.

Aqui fora na areia da praia, sob o Sol,
É tão mais fácil enxergar os caminhos,
Decidir qual deles seguir.

Que caminhos são esses que desconheço como meus?
Preciso aprender a nadar para encontrá-los,
Dentro dessas águas turbulentas,

Que correm pelas correntezas de meu corpo,
Que estão escondidos nos naufrágios que já vivi,
Que esperam pela onda gigante

Que está por vir a qualquer hora,
Que me dividirá em partes,
Tantas quantas nas quais ele me desfaça,

E novamente me recomponha,
Para que eu possa mais uma vez
Reconhecer-me ainda, como sendo eu mesma.

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