Corredores Brancos

Endureço o coração toda vez que entro
nesse corredor entre gritos, ais e muitas dores.
No meio de tantas historias que se cruzam
em tragédias que se sucedem.
Vidas que se perdem nos desencontros
de quem procura e quem atende.

Obstruir os ouvidos para
não entrar no sofrimento alheio
Examinando de fora
o caso fichado à nossa frente.
Mas meu coração ouve e se ressente
com tanta dor e violência
Fratura exposta, velada e burocrática.
Agita-se na tentativa de socorro,
de ajuda ou assistência.

Em ações que se perdem
debatendo-se entre impossibilidades administrativas
Sob a negativa do amor,
na insalubridade dos sentimentos,
No coletivo bárbaro que reduz a todos
aos números de registro e produtividade.

A gota que resolve o problema de consciência,
mas não convence o coração,
que chora sozinho no peito
Sentindo falta do calor solidário,
mola mestra da sobrevivência da humanidade.

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