Revisão de viagem

26/10 – 07:30h, hora local.
Todo computador tem seu dia de máquina de escrever. E assim estou eu aqui sem internet e sem sinal no telefone, vivendo, e muito bem!

Ontem, após aquele pseudo-jantar e aquele maravilhoso chocolate quente, voltei ao hotel, e comecei a organizar minhas coisas para a viagem de volta à POA (Porto Alegre e não Poá/SP), distribuindo as coisas no espaço que ainda resta nas malas decidi que iria voltar à cidade para comprar aquela bota e pronto!

Liguei o lençol elétrico (você pensa que eu estou brincando? Venha aqui para conferir). Então, preparei minha caminha gostosinha e fui tomar banho, aí que frio!!! Que arrependimento….Não tem água quente que de jeito, ui.

Depois dessa aventura banhística, tentei fazer várias ligações, mas meu celular não dava sinal de vida, então desisti; deitei na minha sanduicheira* e fiquei pensando em minha vida.
*ao deitar sobre o lençol elétrico me senti como um sanduíche de misto-quente sendo prensada na chapa quente, uma delícia!

Fiz uma revisão da viagem, desde o congresso, dos temas e palestras que assisti e das coisas que vislumbrei em minha mente sobre o que precisamos fazer e o que eu efetivamente acho que posso conseguir atualmente, enfim quase me estresso. Resolvi que não valia a pena pensar nisso, depois eu passo um email para meu “super” contando tudo e mudei de assunto.

Comecei a fazer uma revisão do porque eu queria tanto sair do momento de vida em que estou vivendo, nem tanto do lugar, mas do contexto. Percebi que é porque eu não conseguia me encontrar em mim mesma, foi preciso sair fisicamente, me afastar do contato com as pessoas para poder me ver a certa distância, me olhar de fora e entender o que está acontecendo. Me senti tão bem estando sozinha comigo mesma que me deu um pouco de medo de não querer voltar. Estou a tanto tempo buscando um equilíbrio interno, procurando por coisas fora de mim que me ajudem a compensar o desequilíbrio, que não conseguia entender que o que preciso está aqui dentro. Eu sou essa mesma, aquela de sempre – menina que às vezes vira mulher sem perceber e volta a ser criança, tão logo se sinta segura para sorrir novamente.

Essa é minha couraça/armadura: a mulher forte, determinada e decidida, que luta, briga e se mete em confusões porque, quando menos espera, já falou ou fez aquilo que entende ser o certo e acabou-se. Passional? Pode ser, real e verdadeira em sua força bruta. Mas e a minha Eu verdadeira?

Aquela que aparece quando estou calma, quente e feliz. Aquela que vê através dos olhos das pessoas e compreende a verdade do outro. Aquela que traduz seus sentimentos pela poesia que brota sem querer, quando menos se espera. Aquela que poderia viver cantando tirando daí seu alimento e energia. Aquela que quer aprender a desenhar para poder traduzir o mundo que seus olhos conseguem captar, numa perspectiva diferente, que ainda não encontrou as referências precisas para traçar seu caminho. Aquela que quer colocar esse desenho numa tela e colorir seus pensamentos para que eles tomem forma e vida fora de seu corpo. Aquela Eu, que eu procuro há tanto tempo!
Marta

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