Beija-flores

Não sei porque me lembrei dos meus amigos beija-flores.

Uma vez, eu estava num curso (desses que você não sabe “porque” ou “por quem” foi indicada, mas vai e acaba gostando), voltando, era preciso escolher um nome que me identificasse no grupo e eu simplesmente não estava no clima de integração (deve ser por isso que me indicaram!), então o grupo acabou indo para o jardim do lugar para que nos inspirassemos com a natureza! (sem comentários).

Enquanto o povo ficava olhando a natureza, eu estava me perguntando o que é que estava fazendo ali… nesse momento fui atropelada por um beija-flor, o bichinho veio para cima de mim como se estivesse furioso, só deu tempo de desviar o corpo de seu caminho e ele passou feito uma bala bem pertinho de meu rosto. A “facilitadora” que já estava me sacando desde o começo, não perdeu tempo e me disse calmamente: já que você não escolheu, a natureza te deu um nome Colibri. Gostei e adotei durante o curso. No final acabei gostando do curso, foi a primeira vez que consegui fazer um “mapa de mim” e o cartaz ficou um bom tempo pendurado na frente de minha cama, para horror de meu marido.

Muuuitos anos depois, já em minha casa nova, coloquei algumas flores no jardim que de vez em quando atraem beija-flores. Um dia estava fazendo supermercado quando meu filho ligou e quase em pânico me disse: venha logo para casa que um beija-flor entrou pela varanda e não consegue achar o caminho para fora. Achei um exagero dele. Acabei de fazer as compras e fui para casa. Quando cheguei em casa meu filho estava feito um maluco tentando ajudar o passarinho que tinha entrado no banheiro e tentava voar para cima batendo sem parar a cabeça na luminaria. O teto estava ensanguentado e meu filho não sabia mais o que fazer. Após várias tentativas peguei o rodinho e levantei o mais alto que pude para fazer um poleiro para que o bichinho pudesse se apoiar. Quando ele se acalmou levei-o até a varanda, mas ele ficou parado sem conseguir voar. Depois de um tempo ele se foi e ficamos, eu e meu filho parados sem ação, esperando o coração parar de pular.

Pode parecer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, e talvez nem tenha mesmo. Mas é que eu já aprendi que quando as lembranças surgem do nada é porque tem algum motivo para isso, então relacionar os dois episódios com os colibris deve ter alguma razão que estou para descobrir em pouco tempo. Não podemos esquecer também da estória do Betinho e seu beija-flor bombeiro ou então de Cazuza, e por aí vai… Talvez uma poesia, quem sabe?

Marta

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