Temporada de festas e comemorações

20 12 2009

Já demos início à temporada de festas e comemorações pelo Natal e passagem de ano. Confraternização no trabalho, na igreja e nos diversos grupos sociais aos quais pertencemos. Hora de trocar presentes e lembranças com os amigos, colegas e conhecidos naquela infindável brincadeira de amigo secreto/oculto, agora numa modalidade nova em que você pega o presente da mão do outro simplesmente porque gostou, ou pior porque quer ver seu “amigo” ir várias vezes à mesa pegar uma lembrança que poderá ser-lhe “roubada” de novo… Poucas vezes na vida eu disse a frase que vou escrever agora:

- Eu prefiro o tradicional!

Lembro-me da primeira vez em que participei dessa brincadeira no trabalho. Um mês antes o setor de Rh passou uma lista com os nomes dos funcionários para que assinalássemos quem participaria da festa de confraternização no final do ano, depois disso colocou uma caixa na recepção com nossos nomes em papeizinhos dobrados para que sorteássemos nosso amigo secreto. Durante o mês de dezembro era incentivado que nos correspondêssemos com essa pessoa para tentarmos descobrir o que ela gostaria de ganhar de presente com o cuidado de não nos deixarmos ser descobertos.

Essa brincadeira singela e saudável fazia um movimento enorme de integração entre as diversas equipes da fábrica porque após serem lidas as “cartinhas/bilhetes” eram trocadas e mostradas entre os colegas mais próximos que tentavam descobrir quem era nosso “amigo secreto” pela letra, pelo modo de escrever ou pela criatividade quando recebíamos mensagens cifradas feita com recortes de jornais e revistas. Quem seria aquele amigo tão criativo? O que ele poderia inventar para dar-nos de presente?

Hoje somos “avalanchados” com 3 ou 4 amigos secretos na mesma semana, porque todos querem fazer um encontro de confraternização na mesma data para acomodar suas agendas tão lotadas de compromissos e eu me pergunto qual a validade disso? Qual o sentido de participar desses eventos apenas por participar e marcar presença; porque não voltamos a fazer com que esses momentos de confraternização sejam oportunidades de integração real das equipes e entre equipes… Preferimos fazer 3 festas na mesma semana a promover um encontro do andar em que trabalhamos por exemplo. Fazemos festas em nossos setores para comemorarmos os sucessos no ano, mas porque não juntarmos todos da diretoria para nos conhecermos e saber o quanto estamos ligados, ao menos em relação aos objetivos de trabalho? Queremos festejar apenas com os mais próximos porque é mais confortável, ali sabemos que não vamos nos arriscar, damos um CD e escolhemos um CD na mesa, não importa de quem foi o presente, ele poderá ser “roubado” mesmo…

Essa nostalgia e melancolia têm uma razão de ser. É que me incomoda a aparente superficialidade com que as pessoas estão lidando com os sentimentos que brotam nas relações de trabalho ou sociais. Quem ainda se prende a essas preocupações tornou-se piegas e às vezes até mal interpretado. Digo isso por mim, que ainda faço parte do grupo de pessoas que são o que são, não importa onde estejam. Já é tão difícil ser “uma eu”, o que diria se tivesse que ser “uma diferente” em cada lugar que pertenço ou freqüento…

Acho que se houvesse hoje uma caixa de correspondência de amigo-secreto minha cartinha com minha identidade secreta seria descoberta logo nas primeiras linhas, porque é difícil demais para mim ser o que não sou!

Marta





Ói eu aqui de novo!

15 12 2009

Eu sei que faz tempo que não passo por aqui, mas como já disse uma outra vez, às vezes faltam horas em meus dias. Minha agenda está uma loucuuuura…

Em um mês fui a BH e voltei, fui de novo a BH e voltei, fui a Maceió e voltei, fui a Sampa e voltei; estou terminando a edição do CD; finalmente o trabalho está voltando a acontecer (mas numa época horrível para se fazer qualquer coisa!); toda noite tem uma reunião de um grupo diferente… ufa! 

Não consegui tempo ainda para arrumar minha casa, as coisas estão tomando conta de tudo – parece um roteiro de filme tipo “A revolta das caixas guardadas”; estou com uma pilha de livros técnicos para ler, preciso definir quando serão minhas férias, definir o que fazer nas férias antes que elas se acumulem novamente – se vou estudar para encarar a prova de novo ou se vou chutar o balde e ir para a Europa…que tal? Boa idéia, não?

Ainda não sei o que fazer, depende, tudo depende de tudo o que está acontecendo simultaneamente em minha vida. E ainda me meto a dar conselhos aos outros… Coisa de gente maluca!

Ah! descobri que minha personalidade tem características muito fortes de uma pessoa organizadora/espontânea é quase como assim: eu gosto das coisas arrumadas, mas as coisas arrumadas me deixam louca. Nem eu me aguento…rsrrs

Beijos,

 Depois eu volto…

Marta





São Paulo submersa

8 12 2009

Sampa não tem jeito. Choveu, encheu! Tá certo que hoje choveu o que era esperado para o mês inteiro, mas acontece que  a àgua simplesmente não tem para onde ir… transborda e pronto!

Chegamos em Viracopos no horário e viemos a SP para ver minha tia Ana que fazia tempo eu não visitava.

Pegamos chuva já na estrada, conseguimos entrar na cidade mas choveu  a noite inteira e de manhã a cidade estava ilhada e em alguns ponto submersa.

Nosso plano era sair de manhã, mas só conseguimos atravessar  a cidade, da zona leste para a norte, depois do almoço. Pegamos  a estrada novamente às 17:00h e chegamos em Araras às 20:00h, com muita chuva pelo caminho.

Como em SSA o tempo estava bom, nem me preocupei com o guarda-roupa básico de viagem a SP e vim sem meias, sapatos e casacos, resultado: para não passar frio, fui às compras… de leve… porque não dava para andar pela cidade embaixo de chuva. Depois eu volto e faço a festa!

Amanhã vamos para casa e quero sossego pelo menos até  virada do ano, isto é, se minha agenda deixar…

Até,

Marta





Pelos ares

7 12 2009

A apresentação de nossa banda BMMW foi 10…

Beto não pode vir mas não teve problema. Cantamos e dançamos junto com os colegas que estavam visitando a feira. Para animar a festa resolvi tocar um pandeiro só para me divertir mais um pouquinho, mas parece que atravessei o samba …  Depois eu coloco algumas fotos para mostrar, porque agora estou na correria….

Acabamos de chegar de Maceió onde fomos participar de um encontro/retiro, porque afinal também temos que cuidar do espiritual. Chegamos às 5:00h da manhã e vamos às 12:00 para SP, buscar minha sogra que vai passar o Natal conosco. Minha vida está parecendo aquela música de Luiz Gonzaga “minha vida é andar por esse país”…só que de avião… rsrs… Estou meio enjoada de tanto sobe e desce e de barrinha de cereais com coca-cola…urgh!

Abraços a todos que mantém os pés no chão…

Marta





Hello people!

2 12 2009

Nenhuma novidade ou acontecimento extraordinário para relatar hoje. Amanhã com certeza terei, pois BMMW vai se apresentar novamente numa feira de artesanato que está acontecendo aqui no trabalho. Sem o B na verdade porque Beto não poderá vir de Feira de Santana, então seremos os M´s e o W, mas vai dar tudo certo, principalmente porque vamos ensaiar apenas meia hora antes da apresentação.. rsrs… O que tem de ser será!

Até amanhã,

 Marta





Paraopeba

29 11 2009

27/11

Voltamos a MG, dessa vez para o aniversário de um amigo de Otávio.

Viemos em comitiva de 05 casais de SSA e nos juntamos a outros que vieram de BH, Uberlândia, Contagem, além de toda sua família em sua cidade natal. Tomamos conta do hotel do lugar, foi uma festa à parte!

Nossa ida foi uma maratona porque fomos a Viracopos e voltamos a Confins, mais 100km de carro até Paraopeba. Chegamos às 21:30h, na hora certinha de ir ao baile que estava acontecendo na cidade vizinha e aproveitamos para começar a comemorar o aniversário.

No sábado a programação foi toda em torno da grande festa no clube de Paraopeba, conhecemos uma infinidade de irmãos, sobrinhos e afins. Todos queriam conhecer os amigos que chegaram da Bahia, todos os lugares em que íamos éramos tratados com carinho e atenção especial, depois percebemos que além da receptividade natural do mineiro, nosso amigo era uma pessoa tão querida e especial para essa família que esse amor estava sendo estendido a todos os que vieram para sua festa.

Milton Freitas, 70 anos! De algum modo sua vida move e impulsiona, mesmo a distância, todos daquela família - dos irmãos mais velhos que o admiram aos sobrinhos-neto que ouvem histórias sobre ele e ficam esperando para cercá-lo e conferir se é tudo verdade ou apenas causos. Pelo que vimos, nosso amigo é um homem que conseguiu moldar os jovens pelo exemplo. Admirável!

Depois do baile fomos dormir já de madrugada para nos preparamos para o segundo dia da festa…

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28/11

Durante o almoço de sábado meu dedo começou  a latejar novamente e como uma colega também não estava se sentindo muito bem por estar com uma crise de asma, nosso amigo aniversariante resolveu levar-nos ao hospital para dar uma passadinha no médico para ficarmos  “novas em folha” para a festa da noite.

No hospital enquanto esperávamos para ser atendidas, surgiu uma urgência com a chegada de uma mãe que trazia seu filho que acabara de se afogar na piscina. Isso transtornou a todos os presentes, pacientes, médicos e funcionários. A criança desapareceu hospital adentro e nós ficamos inertes por uns instantes ate tomarmos ciência do que realmente estava acontecendo. A mãe desesperada gritando pelo filho, a tia chorando sem controle e eu, sem perceber nem me dar conta, levantei e abracei as duas puxando-as para o banco. Agachei-me segurando as mãos das duas e comecei a rezar dizendo a elas que fizessem o mesmo. Acho que falei com tanta energia que por alguns instantes consegui chamar a atenção delas e dizer que pedissem a intercessão de Nossa Senhora. Ficamos unidas durante todo o tempo em que o menino estava sendo atendido. Nesse tempo, enquanto eu rezava e chamava por Maria, em minha cabeça, algo me dizia que o menino havia chegado morto, que eu estava rezando pela mãe.

Esses pensamentos me fizerem sentir uma angústia enorme como se eu tivesse fechado meu coração para não sentir a dor dela e poder ficar “de fora” para dar-lhe força. E ao mesmo tempo pensava, quem sou eu para me arvorar a tentar aliviar a dor dessa mãe?

No desenrolar dos acontecimentos ficamos sabendo que a família estava toda envolvida na festa de aniversário de uma das crianças, não sei se o próprio menino. O pai estava fora na cidade vizinha e ainda não sabia do ocorrido e a mãe estava mortificada se culpando pelo acontecido. Uma tragédia. Não fosse o acidente em si, ainda pensava no peso de tantos simbolismos que assolarão essa família por muitos anos.

Quando a enfermeira voltou e perguntou o nome e a idade do menino o desespero se abateu sobre todos, pois entendemos que não havia mais o que fazer, nem mesmo rezar e eu me senti novamente inerte. Perguntava-me o que fazer, os poucos minutos que conseguimos fixar aquela mulher à realidade escaparam de nossas mãos e nos afastamos porque ela entrou de vez em sua histeria.

Minha amiga que foi ao hospital para fazer uma inalação pela crise de asma estava tão nervosa que quase não conseguia respirar. Quando os atendentes se afastaram do caso a conduziram a sala para os procedimentos,  aguardamos ainda uns 40 minutos e acompanhamos a chegada da polícia, do pai insano, dos parentes que iam para a festa de aniversário e chegavam sem acreditar no que estava acontecendo.

Eu continuava a pensar o que foi que eu fiz por essa mulher? Rezei por ela ou por mim? Enquanto dizia para ela ter fé eu sabia em meu coração que o menino estava morto. Ainda agora pergunto porque a abracei, porque tentei tirá-la da dor imensa que estava sentindo, foi por ela ou foi porque eu não suportaria vê-l naquela situação sem fazer nada. Mas o que havia para ser feito? Dizer-lhe que o filho morreu em seus braços no carro, enquanto ela procurava por socorro? Eu não tive essa coragem.

Após sermos atendidas, voltamos nos perguntando o que fomos fazer naquele hospital? Porque estávamos lá naquele exato momento, mais de mil e seiscentos quilômetros longe de casa, nos preparando também para uma festa de aniversário. Pouco antes eu estava apenas preocupada com aquela picada de abelha que voltava a inflamar meu dedo, se ia ou não arrumar os cabelos, se a chuva ia atrapalhar a festa.

Meu conhecido que estava aniversariando disse na volta para casa que a vida deve ser vivida com alegria e júbilo, porque é uma dádiva que não sabemos por quanto tempo teremos, e se emocionou por seus 70 anos.

Eu continuo sem saber o que aconteceu comigo e porque era preciso que eu estivesse lá para participar dessa história. O que era preciso que eu tivesse aprendido hoje?

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28/11 a noite

Voltamos para o hotel exauridas emocionalmente. Tomei um banho e tentei retornar ao normal pois iria me arrumar para  festa.

Fomos ao clube e encontramos a outra metade da família que faltava conhecer. Gente demais! Todos faziam questão de vir cumprimentar os “amigos da Bahia” do Tio Milton.

A festa amanheceu o dia e durante toda a noite ele foi homenageado com depoimentos e declarações sobre como sua presença, força e exemplo influenciaram as tomadas de decisões de vários membros da família e de como ele os ajuda com sua alegria de viver. Contagiou-nos a todos!

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29/11/09

De novo a festa varou  a madrugada.

Voltamos para o hotel às 05:00h para dormir e acabamos perdendo o café. Mas isso não foi exatamente um problema, porque íamos seguir direto para o churrasco na casa de um dos irmãos de Milton. Saímos correndo para pegar algum mercado aberto porque afinal, ainda tinha que reabastecer meu estoque de queijo e doces.

Madalena, uma das irmãs mais velhas dele é doceira e faz doces artesanais cristalizado e em compota. Estou levando um de cada um para experimentar. É doce para o ano inteiro….

O churrasco começou às 12:00h sem hora para acabar, saímos de lá às 18:00h e o povo não estava com cara de quem ia desistir tão cedo!

Retornamos ao hotel para nos prepararmos para a volta da maratona aérea, amanhã vamos sair de madrugada para vencer os 100km de volta até Confins, pegar nosso vôo para Viracopos e SSA. Chegaremos em casa às 13:00h prontos para mais um dia de trabalho.

Cansou mais valeu a viagem. Teve muita festa, comemoração, vida e morte,  principalmente muito amor e calor humano que recebemos e aprendemos com essa família.

Com Milton aprendi que a vida merece ser vivida com intensidade e alegria, por isso ele consegue transmitir felicidade a todos que estão a sua volta.

Em seu livro de aniversário escrevi uma pequena poesia na qual tentei registrar esse sentimento.

A vida é efêmera, mas linda!

Grande e fugaz

Preciosa e simples.

Aprender a vivê-la

É reconhecer que é preciso apenas

Saboreá-la com alegria e felicidade

Vivê-la a cada dia com júbilo e agradecimento!

- Mesmo que não tenhamos mais exclusividade quando voltarmos à nossa vida comum…

Marta





Lindérrimas!

27 11 2009

Finalmente Carminha me mandou uma foto do casamento do irmão dela, valeu a pena esperar.

Não estamos simplesmente lindas?

Dia de festa!





I Ching do dia

25 11 2009

A imagem associada ao décimo quarto hexagrama do I Ching é muito positiva, Marta: o sol brilhando no alto do céu. Trata-se de um momento especialmente poderoso num sentido espiritual. Você está recebendo a proteção divina na forma de um evento que os seres humanos costumam chamar de “sorte”. Neste momento, você ganhará coisas, receberá benefícios de última hora, em suma, poderá colher o que plantou com suas boas ações no passado. Ao mesmo tempo, a abertura espiritual permite uma maior compreensão de sua própria natureza, de seus reais desejos e necessidades. É bem possível que você venha a ganhar coisas concretas: dinheiro, uma herança, presentes, brindes, sorteios. Há também o potencial para o reencontro com alguém importante de quem você tinha se afastado e cujo retorno só lhe fará bem. Este hexagrama de grande beleza se manifesta como sorte, oportunidades novas, bênçãos do céu. Faça brilhar o sol que existe em seu coração, distribuindo esta felicidade para as pessoas ao seu redor!

O hexagrama de hoje possui uma ou mais linhas móveis. Isto significa que elas se transformam em suas opostas, dando origem a um novo hexagrama. Leia abaixo as perspectivas para seu futuro próximo. Entenda melhor

QUARTA LINHA MUTÁVEL: Em momento de emoções muito fortes, nada faça. Não reaja. A tempestade passará, mais cedo ou mais tarde. E eis que, não mais que de repente, uma ótima oportunidade surgirá para você.

http://horoscopo.ego.globo.com

Será?????

Marta





Fim da picada

23 11 2009

Ontem fomos a um churrasco na casa de amigos e no meio do almoço fui atacada por uma abelha. Na realidade não é que eu fui atacada, a abelha emaranhou-se no cabelo de uma amiga que ficou desesperada e eu muito anta fui tentar tirar a abelha de lá, resultado: fiquei com o ferrão no dedo.

O dor!

Tiramos o ferrão, mas o dedo começou a latejar, avermelhar, inchar , endurecer… doía tanto que parecia que ia explodir. Tomei um antialérgico, mas em 30 minutos não tive escolha e fui para o hospital.

No hospital  a médica da emergência me deu um outro antialérgico oral, um anti-histamínico no músculo, um analgésico na veia, além do soro claro. Fiquei duas horas em observação até que meu dedo começasse a desinchar, aliás, minha mão,  pois o veneno já estava alcançando o meio da mão.

Como sou alérgica há  várias coisas a reação de meu organismo ao veneno foi muito forte, e a médica ficou com receio que pudesse atingir a glote. Me passou medicação para o próximos três dias, e aqui estou eu completamente grogue.

Comentei com Otávio que me sinto meio dopada, pisando nas nuvens sem saber direito onde fica o chão. O pior é ter de terminar um relatório agora  de manhã e uma reunião a tarde, sem conseguir me concentrar em alguma coisa que não seja minha cama.

Chegou a hora do remédio de novo, não sei que hora volto a ativa.

Beijos dorminhocos…

Marta





Sáfari

20 11 2009

Cada vez que saio e vou a um congresso ou algo parecido, me empolgo e volto cheia de livros! Da outra vez foram 5 numa tacada só: 2 manuais e 3 técnicos. Desta vez foram 4:  1 manual e 3 técnicos, para manter  a média…rsrs

Começo a ler todos ao mesmo tempo e as idéias de um vão  se misturando às dos outros e dali a pouco eu não sei mais quem escreveu o que, só sei que tudo acaba virando pensamentos dentro da minha cabeça.

Um deles faz uma analogia entre a selva e seus animais e os processos de planejamento estratégico ( ainda não o li todo portanto não posso ampliar esse comentário por hora).

Mintzberg e os demais autores do livro “Safári de Estratégia” fazem uma dedicatória “àquelas pessoas mais interessadas em espaços abertos do que em jaulas fechadas”  e citam A. A. Milne em:

“Existem pessoas que visitam o zoológico a partir do começo, chamando ENTRADA, e caminham o mais rápido que podem, passando pelas jaulas, até a SAÍDA. As pessoas mais sensíveis vão direto ao animal de que mais gostam e lá permanecem por um bom tempo.

Alan Alexander Milne, na introdução a Winnie-The-Pooh”

Eu de minha parte, entendo o que ele quis dizer como sendo que muitas pessoas pegam um trabalho e o realizam do começo ao fim sem atentar para os acontecimentos e relacionamentos sistêmicos que acontecem entre processos, entre pessoas e entre processos e pessoas. Outros no entanto, fazem o mesmo trabalho e se dedicam a estudar ou apreciar todos os movimentos e fatos internos com uma certa atenção “cuidadosa” a algumas partes específicas das quais mais gostam ou se identificam.

Deixando a filosofia de lado e considerando que eu, por princípio, não gosto da idéia de zoológico e nem de circo de animais, faço uma outra correlação de fatos:

- Se a administração estratégica pode ser comparada a um zoológico ou extrapolando, a uma selva, e

- Se existem pessoas que passam direto e outras que param para admirar a paisagem,

- Eu, com certeza, escolho estudar a vida dos animais.

Vou continuar a ler para ver o que aprendo…

Marta